Taxa Selic vem com sede de sangue?

O resultado de amanhã deve dar o tom para os investimentos
Imagem prédio do Banco Central, simbolizando Taxa Selic

Hoje o mercado acordou de ressaca, catando o que sobrou com a quebradeira de ontem nas bolsas. Mas a turma ainda está sem tempo para descanso: a nova taxa Selic vem aí. 

Taxa Selic, qual o seu humor?

Nesta terça-feira (14), começa a reunião do Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central, para definir o futuro da taxa básica de juros brasileira, a taxa Selic. A expectativa do mercado para o resultado que sai amanhã (14) é de segura alta à frente na taxa que hoje está em 12,75%.

No entanto, a “super quarta”, como está sendo chamado o dia, não traz apenas as decisões do Banco Central brasileiro. A taxa Selic por aqui, vai ter seu resultado divulgado ao mesmo tempo da taxa de juros nos EUA, o que aumenta ainda mais a tensão do mercado.

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O que é taxa de juros?

Não é novidade que a alta dos preços é um problema que, tanto no Brasil como no mundo, vem atrapalhando a retomada econômica dos países. Nesse sentido, os governos tem  arregaçado as mangas para conter o aumento da inflação. E é aí que entra a taxa de juros. 

A taxa básica de juros, como a Selic no Brasil, é a ferramenta que os bancos centrais utilizam para basear os juros a serem aplicados nos empréstimos e financiamentos no país, e de quebra, ao subir junto com a inflação, acaba sendo um remédio para controlá-la.

Quem tem medo da taxa de juros?

Na prática, a taxa acaba inclusive baseando os rendimentos da renda fixa. Ou seja, quanto maior a taxa, maiores os rendimentos. E é por isso que os mercados ficam inquietos com as reuniões dos bancos centrais, como as de amanhã no Brasil e EUA. 

Com uma possível alta, os investimentos atrelados à taxa ficam mais interessantes, e os jogos começam. Os investidores acabam aceitando menos riscos com ativos variáveis, como ações e criptomoedas, e fogem para investimentos mais seguros, gerando a quebradeira.

A inflação maior do que a esperada nos EUA, e a situação delicada por aqui, sobretudo com relação aos combustíveis estão pressionando o mercado. Portanto, a “super quarta”, que mesmo antes de acontecer, já mexeu nas bolsas, parece que ainda vai dar o que falar.

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