Taxa de desemprego frustrou os pessimistas no último trimestre

O número de desocupados foi o menor registrado desde 2015. A retomada vem?
Bandeira do Brasil, simbolizando taxa de desemprego

Se no meio das pedras pode nascer uma flor, por que no meio da crise não pode nascer uma notícia boa? E é essa a frase que Bolsonaro colocou no parachoque do seu carro.

Acorda pra trabalhar, Brasil

Nesta quinta-feira (29) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou o resultado para o desemprego no país no primeiro trimestre do ano. De acordo com o levantamento, a taxa de desemprego no período caiu para 9,8%.

Portanto, com o resultado, o número de brasileiros desempregados recuou para 10,6 milhões. No entanto, a evolução dos dados é motivo de comemoração, uma vez que o resultado do último trimestre é o menor desde 2015.

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Esta é a primeira vez em mais de 6 anos que a taxa de desemprego brasileira fica abaixo dos dois dígitos. Isto pois, no semestre que encerrou em janeiro de 2016, a taxa ficou levemente menor, em 9,8%.

Contudo, este não é o único motivo de comemoração que o levantamento traz. Além de existirem menos desempregados, o número de pessoas que possuíam ocupação aumentou e se fixou no lugar de recordista da série histórica que iniciou em 2012.

No total, os brasileiros ocupados representaram uma massa de 97,5 milhões de pessoas. Segundo o IBGE, o número do semestre foi 2,3 milhões maior do que no semestre anterior, e cerca de 9,4 milhões maior quando comparado com o último ano. 

A taxa de desemprego vai continuar caindo?

Uma visão de longo prazo ainda se mantém obscurecida por causa das pressões sofridas no cenário nacional e mundial. No entanto, o clima pessimista acabou enganando a galera da bola de cristal, que não projetava, sequer, que a taxa fosse sair da casa dos dois dígitos.

Para os analistas em geral, como no caso de uma média da Reuters, o desemprego no país ficaria em torno de 10,2%. Contudo, ainda cabe cautela para observar como a inflação poderá apimentar o quadro, além da atenção constante se a temida recessão se confirmará.

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