Taxa de desemprego é a menor no país desde 2015

Frustrando as análises pessimistas, o número de ocupados também bateu recorde no período avaliado
Imagem de carteira de trabalho, simbolizando taxa de desemprego

Mesmo com inflação em alta, e medo de crise pesada à frente, a taxa de desemprego deste segundo trimestre veio para dar alívio ao governo.

Taxa de desemprego caindo

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou na manhã de hoje (29) o resultado para o desemprego no país neste segundo trimestre do ano. De acordo com a pesquisa do instituto, a taxa de pessoas desocupadas no período caiu para 9,3%.

Nesse sentido, com o recuo trimestral de 15,6%, o número de brasileiros desempregados cai para o patamar dos 10,1 milhões. Esta é a segunda vez seguida que a taxa fica abaixo dos dois dígitos, sendo agora a menor registrada desde 2015, quando estava em 8,4%.

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Tem mais pódio

Por outro lado, o número de pessoas ocupadas também alegrou, subindo no trimestre e atingindo a marca de 98,3 milhões de brasileiros. Portanto, com 3 milhões de pessoas a mais na comparação com o último trimestre, o resultado já é o maior da história.

Desta forma, agora, o percentual de pessoas com idade para trabalhar que hoje ocupam seus postos foi estimado em 56,8%. Mais um resultado histórico, já que a última vez que nível foi atingido, foi há 7 anos.

São só flores no jardim?

De acordo com as previsões dos analistas, a taxa de desemprego deveria ficar em 9,4%, resultando em uma surpresa positiva desta vez. No entanto, o país ainda tem desafios a enfrentar quando o assunto é sua força de trabalho.

Do número de brasileiros ocupados, o IBGE estimou que cerca de 39,1 milhões, hoje, atuam na informalidade, representando 40% do total. Dentre esses estão os sem carteira assinada, autônomos sem CNPJ e trabalhadores que auxiliam em serviços domésticos. 

Além disso, o rendimento médio também é ponto de alerta, já que apresentou recuo anual de 5,1%, sendo estimado em R$ 2.652. Portanto, mesmo com os dados positivos, cabe atenção para os demais indicadores econômicos para vermos se a tendência é sustentável.

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