Super quarta deve ditar rumos da economia

Bancos centrais do Brasil e EUA entregam hoje novas taxas de juros
Imagem do super homem, simbolizando super quarta das taxas de juros

Com as gravatas ajeitadas e topetes bem alinhados com gel, os bancos centrais já aquecem a voz para anunciar nesta super quarta como ficará a economia daqui pra frente.

Super quarta da ansiedade

Não vai demorar muito para que o BC, Banco Central do Brasil, e o Fed, que é o seu  equivalente americano, publiquem as alterações nas taxas de juros dos países. O evento tem o delicado nome “Super quarta” pois os países dirão as novas taxas em combo.

As publicações serão entregues até o final de hoje (15). Os EUA sairão na frente e devem dizer como ficará a taxa de juros do país às 15h. Já por aqui, a nova taxa Selic, que é como chamamos a taxa básica de juros brasileira, deverá ser revelada às 18h pelo BC.

No entanto, o nome descontraído não deve enganar. O clima do mercado global nesta super quarta é de muita ansiedade pelo que virá à frente. Sobretudo com relação à decisão dos EUA, que terá o poder mexer ainda mais com todo o tabuleiro global de investimentos.

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Por que todo esse rebuliço?

A taxa de juros, e isso em qualquer país, é um dos principais indicadores para avaliação de ambientes econômicos, uma vez que a manipulação da taxa pelos bancos centrais tem tanto o poder de mexer na inflação, quanto o de ditar cenários para investimentos.

Quanto maior for a taxa de juros, mais o país estará sinalizando que a inflação precisa ser contida e, portanto, os juros para empréstimos e financiamentos no país aumentam. Com isso, os investimentos atrelados à taxa se tornam mais atraentes, e os jogos começam.

Como fica daqui pra frente?

Com uma possível taxa mais alta, os investidores ficam menos motivados a se expor para ativos variáveis, como ações e criptomoedas, fugindo para investimentos mais seguros, como muitos em renda fixa que, por estarem baseados na taxa, passam a remunerar mais.

A alta da inflação, tanto no Brasil quanto nos EUA, já sinaliza que os países devem aumentar as suas taxas de juros. Segundo o mercado, ambas devem subir em no mínimo 0,5%. Hoje a taxa Selic encontra-se em 12,75%. A americana, na faixa entre 0,75% e 1%.

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