Senado aprova pacote de bondades no valor de R$ 41,25 bilhões

As medidas ainda precisarão passar por algumas mãos para que comece a valer em agosto
imagem com várias notas de 100 reais, simbolizando pacote de bondades

Assim como em Stranger Things que estreia hoje (01), o governo tem lutado contra os monstros do seu próprio mundo invertido. Mas a arma secreta, nesse caso, será um pacote de bondades.

Protagonista: Pacote de bondades

No final da quinta-feira (30), o Senado Federal aprovou uma proposta que cria novos auxílios e reajusta o preço de outros à população. O custo total daquele que já está sendo chamado de “pacote de bondades” será de R$ 41,25 bilhões.  

A PEC, ou Proposta de Emenda à Constituição, foi apresentada pelo senador Fernando Bezerra Coelho, e valerá de agosto até dezembro deste ano. No entanto, para isso, ela ainda precisará passar pela Câmara e depois pela assinatura do presidente Jair Bolsonaro.

Leia mais:

Taxa de desemprego frustrou os pessimistas no último trimestre

Banco Central joga a toalha sobre a inflação

Muitos dinheiros

Os bilhões foram divididos em 7 medidas. A com o maior impacto é a que reajusta o Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600, custando R$ 26 bilhões. Em seguida, custando R$ 5,4 bi, tem a criação de um vale mensal de R$ 1 mil para caminhoneiros autônomos.

Além desses, R$ 3,8 bi subsidiarão a produção de etanol e R$ 2,5 bi irão para a gratuidade de idosos no transporte público. Taxistas, receberão tickets, e isso custará R$ 2 bi. Outro R$ 1,05 bi terá como destino o vale-gás que custeará 100% do preço médio do botijão.

Por último, serão colocados R$ 500 milhões na conta do programa Alimenta Brasil. O pacote é, sem dúvidas, encarado como uma vitória pelo presidente Bolsonaro. No entanto, o impacto fiscal e político das ações gera vários questionamentos.

Ano polêmico

De acordo com a lei eleitoral, em ano que os brasileiros vão às urnas, não pode haver “distribuição gratuita de bens, valores, ou benefícios” pelo governo. No entanto, em caso de Estado de Emergência, estaria liberado. E foi esse o pulo do gato que a PEC propôs.

Além das acusações de manipulação eleitoral, o impacto fiscal também sofre críticas. Contudo, o governo tem afirmado que o custeio das medidas vai acontecer com saldos extras que não estavam previstos, como o recebido com privatizações e dividendos.

Inscreva-se na nossa newsletter!