Selic sobe para 5,25%, maior patamar em 2 anos

Este é valor da Selic desde outubro de 2019, quando estava em 5,5%; uma alta de um ponto percentual não ocorria há 18 anos
porquinho de mascara representando a selic

A taxa Selic subiu nesta quarta (4) de 4,25% para 5,25% na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central. Nossa famosa taxa básica não teve uma alta dessas desde 2003! Isso significa que a última vez que a taxa subiu em 1 ponto percentual foi há 18 anos.

Quanto ao valor, 5,25%, foi o maior em praticamente 2 anos: a última vez que a Selic atingiu um valor nesse patamar foi em outubro de 2019, quando taxa Selic estava em 5,5%.

Trata-se da 4ª alta seguida da taxa Selic, após 7 meses (de agosto de 2020 a março de 2021) estacionado em 2%, a mínima histórica da taxa. 

O relatório Focus, divulgado toda semana pelo Banco Central, tinha algumas previsões de que a Selic subiria. Acompanhe toda segunda-feira aqui no portal as atualizações desse termômetro da nossa economia!

O Banco Central, dessa vez, afirmou que foram vários os fatores que determinaram essa decisão, sendo um deles o avanço da variante delta pelo país, colocando em risco as vias de recuperação da economia, que está voltando aos trilhos.

Além disso, o aumento dos preços ao consumidor tem se mostrado persistente, o que também influenciou na decisão.

Vale dizer que em países emergentes como o nosso, pelo menos, o ambiente ainda segue favorável à recuperação quando se olha para a variante do coronavírus.

Mas para que servem os juros?

Os juros são mecanismos usados pelo Banco Central para tentar controlar a inflação ou estimular a economia.

De maneira geral, quando a inflação está alta, os juros sobem para que o consumo seja reduzido e os preços possam cair. Da mesma forma, quando a inflação está baixa, o Banco Central diminui os juros para que o consumo seja estimulado.

O Copom, cuja reunião ocorre a cada 45 dias, ainda deixou aberta a possibilidade de mais um aumento no próximo encontro. No caso, os juros saltariam para 6,25%, caso a previsão seja cumprida.

A ênfase do Copom está voltada aos futuros passos da política monetária, que poderão ser ajustados de maneira a assegurar o cumprimento da meta da inflação.

“[Os futuros passos da política monetária] dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas da inflação para o horizonte relevante da política monetária”, afirmou a entidade.

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