Real digital em 2024? O presidente do BC trouxe o assunto

Como afirmou Campos Neto, o plano para a moeda é algo diferente do que outros países propõem
Imagem de Real Digital

Parece que o chefão do Banco Central brasileiro já está mais do que ansioso com a ideia do real digital, mas sem ceder às pressões de regulação pesada.

Real digital no forno

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, falou nesta sexta-feira (12) sobre seus planos sobre a criação do “real digital”. De acordo com Neto, a ideia é fugir de tudo o que tem sido proposto pelos demais bancos centrais pelo mundo.

Desta forma, o que o BC planeja é, principalmente, evitar uma regulação estatal pesada no setor, com o intuito de favorecer inovações. No entanto, mesmo com o entusiasmo de Campos Neto, a implementação ainda demoraria um pouco, sendo 2024 o ano da previsão.

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Moeda digital? Como assim cara…

Antes de tudo, o Adm vai introduzir qual a ideia principal por trás da criação de uma moeda nacional. Basicamente, cada país tem poder sobre a emissão de seu dindin oficial, como é o caso do Brasil com o real, dos EUA com o dólar e até do Quirguistão com o some. 

Nesse sentido, dentro dos países, as autoridades responsáveis por essa tarefa de colocar a riqueza do país na moeda são os bancos centrais. Porém, com o cenário de avanço  tecnológico, as coisas vêm mudando, e surge a figura da moeda digital como alternativa.

Apesar de já existirem formas digitais de pagamento, todo dinheiro movimentado com o pix, por exemplo, tem sua cédula no mundo real. Contudo, no caso de uma moeda digital, o BC usaria o formato como uma nova “âncora” para definição de unidades de valor no país.

Mas como isso funciona?

Na prática, a grande diferença entre uma moeda digital de um banco central e o Bitcoin, por exemplo, seria o ambiente regulatório por trás. No caso do rei das criptos, são os próprios protocolos da rede que regulam a brincadeira, já o real digital, seria o BC o dono das regras.

Para Campos Neto, a ideia não é regulamentar o setor, mas promover mais segurança às transações. Além disso, ele falou que, diferente de outros BCs que pensam em moedas digitais só para grandes movimentações, no Brasil, o intuito é que até chicletes possam ser comprados com a moeda.

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