Privatização? Essa é a palavra do governo até o final do ano

A expectativa é que 5 empresas passem para a iniciativa privada ainda em 2022
Presidente Jair Bolsonaro em palanque em frente a bandeiras, simbolizando discurso de privatização

Parece que o ano eleitoral não tem intimidado muito o governo, que vai colocar as empresas no catálogo de vendas do Planalto. Será vai rolar privatização?

Privatização para quem?

Além da Eletrobrás, o governo aponta sua arma privatizadora para o porto de Santos, a CBTU de Belo Horizonte e Recife, que é a Companhia Brasileira de Trens Urbanos e a Ceasaminas.

O plano, que parte especificamente da Secretaria de Desestatização e Desinvestimento (SDD) do Ministério da Economia, cria expectativas para que a privatização das estatais aconteça até o fim deste ano. A meta, que é pra lá de ousada, vai enfrentar barreiras.

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Como andam as negociações?

Nesse momento, os maiores esforços do governo se concentram na queridinha Eletrobrás, estatal que já passou por uma série de adequações para a privatização. Para as demais empresas, o foco é ganhar celeridade no processo.

Em agosto, a CBTU de Belo Horizonte deve publicar o edital de privatização. Já em dezembro, a expectativa da SDD é de que o porto de Santos seja privatizado. Assim, para as outras estatais inclusas no plano, o governo espera que a meta de não ultrapassar o final de 2022 se mantenha.

Há ambiente para privatização?

A princípio, a estratégia do governo acompanha as promessas do presidente Jair Bolsonaro em 2018. Mas agora o cenário é bem diferente da eleição passada. Conforme o ano eleitoral se aproxima, o foco pode acabar ficando dividido, dificultando as negociações que precisam acontecer.

De acordo com a titular do SDD, Marília Garcez, apesar da expectativa de que os planos de privatização bem estruturados possam atrair os investidores, o cenário econômico global de aumento de juros pelos bancos centrais dos países, pode atrapalhar o Brasil.

Com isso, segundo a secretária, os recursos podem acabar migrando para ativos mais seguros, e fugindo dos mais arriscados. Sobretudo no caso do Brasil que tende a enfrentar uma eleição dura, criando dúvidas se as metas são realistas.

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