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Previsão da inflação atinge meta superior e expectativa do PIB continua crescendo

Estimativa para o IPCA sobe pela sétima semana seguida.
Prédio do Banco Central do Brasil
Daniel Marenco / Agência O Globo

Previsão de inflação sobe novamente junto com a expectativa do PIB, já o câmbio e a meta da taxa Selic se mantêm estáveis.

O que é o Boletim Focus?

O Boletim Focus é um relatório semanal feito pelo Banco Central (BC) baseado nas projeções estatísticas que o mercado oferece sobre vários indicadores importantes da economia do país.

Esse boletim funciona como um termômetro da nossa economia e como um referencial para entender quais devem ser os próximos passos da nossa política monetária.

IPCA (5,24%)

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o indicador oficial da inflação brasileira, ou seja, através desta métrica é que acompanhamos a evolução no crescimento dos preços.

Pela sétima semana seguida a previsão para o IPCA sobe, atingindo a marca de 5,24%, um crescimento de 0,9 ponto percentual (p.p.) comparado com a semana passada.

Lembrando que caso este resultado se concretize, a inflação baterá a sua meta superior, que para este ano está em 5,25% ao ano.

Mesmo que não seja ainda o resultado efetivo, é bom estarmos de olho nesta métrica.

PIB (3,52%)

O Produto Interno Bruto (PIB) é calculado através da soma de todos os bens e serviços finais produzidos no Brasil. É o indicador que avalia a evolução da economia do país.

E essa é a boa notícia, a estimativa para o PIB cresce pela quinta semana consecutiva e atinge a marca de 3,52% ao ano, representando uma subida de 0,7 p.p. comparado com a semana anterior.

Entre o final de 2020 e começo de 2021 a expectativa para o PIB vinha caindo e agora retoma o patamar de 3,5% que era a média do ano passado.

Taxa de Câmbio (R$ 5,30)

Já a expectativa para taxa de câmbio, que equivale ao preço do dólar americano em reais, se mantém estável em R$ 5,30 após cair semana passada.

Taxa Selic (5,50%)

A taxa Selic é a taxa básica de juros do Brasil, exatamente por ser a “taxa básica” ela é a referência para todas as outras taxas de juros praticadas no país sejam de empréstimos ou de financiamentos.

A principal função desta taxa é servir de ferramenta para controlar a inflação. A lógica é a seguinte: com a queda da taxa de juros, os empréstimos e financiamentos ficam mais baratos, aumentando o acesso ao crédito, oferecendo mais dinheiro na economia e estimulando as pessoas a consumirem mais produtos, um aumento na demanda causa o aumento dos preços ocasionando o cenário de inflação.

Já em um cenário oposto, se as taxas sobem, empréstimos e financiamentos ficam mais caros, limitando o acesso ao crédito, o país tem menos dinheiro em circulação, desestimulando o consumo porque as famílias optam por guardar o dinheiro, dessa forma, controlando a inflação.

Pela quarta semana seguida, a taxa Selic se manteve estável em 5,50% ao ano para 2021. O grande destaque é para os juros de longo prazo que também se mantém estáveis.

Este cenário indicaria uma nova subida na taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que será nos dias 15 e 16 de junho.

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