Presidente da Petrobras é demitido com 40 dias no cargo

Tudo que está ruim pode ficar pior, quer entender o que está acontecendo?
Foto de José Mauro Coelho, ex-presidente da Petrobras

O cargo de presidente da Petrobras está parecendo o de técnico de futebol, que com poucos dias no comando já é mandado embora, mas por que isso está acontecendo?

Após a análise dos executivos da Petrobras e do aviso que uma queda nos preços dos combustíveis pode trazer uma crise ainda pior para o Brasil, resultou na demissão de José Mauro Ferreira Coelho, CEO da estatal.

Que crise é essa?

Vou explicar. Com as sanções econômicas contra a Rússia, o mercado de combustível mundial teve que se reorganizar. A Europa que costumava importar da Rússia, agora já não tem mais essa opção.

A alternativa encontrada: importar dos Estados Unidos, principalmente o diesel. O problema é que o Brasil também importa o diesel americano da mesma fonte. Ou seja, um aumento da demanda de uma oferta extremamente escassa, aumentando os preços.

E para piorar, a análise feita pelos executivos da Petrobras, é que uma diminuição dos preços dos combustíveis, principalmente do diesel, fará com que o Brasil não tenha combustível para o terceiro trimestre, o mais importante para as exportações.

Essa época é a mais movimentada em questões da produção e exportação de grãos, que o Brasil é um dos principais países do mercado internacional. Imagine um cenário em que não conseguimos exportar produtos pela falta de combustível?

O impacto seria desastroso no nosso Produto Interno Bruto (PIB) e principalmente na nossa economia em geral.

Qual a solução para a Petrobras?

Segundo os mesmo executivos, uma medida nada populista e nada boa em momento de eleições, é manter os preços dos combustíveis em relação ao mercado internacional, para evitar o aumento da demanda e o esgotamento dos combustíveis.

Contudo, ainda há outra solução: o governo subsidiar tanto a diminuição de preços, como a aquisição de novas reservas de combustíveis.

Em 2018, no comando de Michel Temer, o governo pagou R$ 7,5 bilhões para acabar com a greve dos caminhoneiros. Porém, o estimado para este ano, caso o presidente opte por essa opção, será um gasto de R$ 60 bilhões.

Bom, a única certeza que temos é que Caio Mário Paes de Andrade, secretário da Desburocratização do Ministério da Economia, assumirá o cargo de presidência.

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