Presidente Bolsonaro diz que Auxílio Brasil maior deve continuar

Assim como o ex-presidente Lula, Bolsonaro sinalizou que se reeleito o novo valor do benefício permanecerá em 2023
Imagem do presidente Bolsonaro, sinalizando Auxílio Brasil

Pelo visto, no que depender de Lula e Bolsonaro, o Auxílio Brasil em 2023 deverá cantar “É uma Brasília muito engraçada, não tinha teto (de gastos), não tinha nada”…

Bolsonaro “in love” com o Auxílio Brasil

Em entrevista à CNN ontem (19), o presidente Bolsonaro disse que caso vença as eleições, o novo valor do Auxílio Brasil se manterá. Sendo assim, o aumento no substituto do Bolsa Família aprovado na semana passada, subindo de R$ 400 para R$ 600, deverá continuar em 2023.

De acordo com uma portaria do Ministério da Cidadania publicada hoje (20), o novo valor já começará a ser pago no início de agosto. No entanto, com prazo inicialmente estipulado pela PEC até dezembro, a declaração do presidente pressiona as contas do governo.

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Contextualiza a treta…

Primeiramente, cabe lembrarmos como chegamos aqui. Em 2002, durante o governo do ex-presidente Lula, houve a criação do Bolsa Família. O benefício veio como um combo de outros já existentes, e instituiu o programa de transferência de renda às famílias pobres.

Contudo, depois de 18 anos, em 2020, o programa foi extinto, dando lugar no atual governo ao Auxílio Brasil. Desta forma, entre as mudanças, critérios foram atualizados e o valor médio aumentado, até que em maio deste ano foi fixado em R$ 400.

Mesmo com o aumento, o cenário de preços altos, sobretudo nos combustíveis, pressionou o governo a uma nova mudança. Aprovando a polêmica PEC dos benefícios, o Congresso aumentou para R$ 600 o Auxílio Brasil até dezembro. E é aí que Brasília pega fogo.

Haja dinheiro!

Apesar de aprovada por 469 dos 513 deputados, a PEC de R$ 41,25 bilhões rendeu duras críticas ao governo. Além de ser vista como um risco fiscal, pressionando a inflação lá na frente, a PEC ainda sofre acusações de ser uma manobra eleitoreira do chefe do executivo.

No entanto, o presidente disse que a manutenção do valor seria aliada da responsabilidade fiscal. Caso aconteça, tanto Lula, que também afirmou este mês que manteria o novo valor, quanto Bolsonaro, precisarão, caso eleitos, extinguir ou flexibilizar ainda mais o teto de gastos.

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