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“Preferimos tirar 8 em fiscal, em vez de 10, e atender os mais frágeis”, diz Guedes

Após as tensões sobre o teto de gastos, rumores sobre uma possível demissão de Guedes agitaram o mercado
"Preferimos tirar 8 em fiscal, em vez de 10, e atender os mais frágeis", diz Guedes
(Foto: Alan Santos/PR)

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, se uniu ao presidente Jair Bolsonaro na tarde desta sexta-feira (22) para comentar as tensões políticas e econômicas que se estenderam ao longo da semana. O ministro negou os rumores de que teria pedido demissão e falou sobre o Auxílio Brasil.

De acordo com o ministro, a manobra feita para custear o auxílio não altera os fundamentos da economia brasileira. Além disso, segundo ele, o benefício é uma prioridade em termos sociais.

“Não vamos tirar 10 em política fiscal e zero em política social. Preferimos tirar 8 em fiscal, em vez de 10, e atender os mais frágeis”, disse ele.

Guedes disse ainda que houve uma falta de comunicação interna e de “boa vontade com o governo” em relação aos valores do auxílio, que fez com que “todo mundo brigasse com todo mundo”.

Se você está por fora dessa história, Bolsonaro confirmou nesta semana que o Auxílio Brasil terá parcelas de R$ 400, como mostramos aqui na The Compass.

O valor gerou receio no mercado financeiro, que temia que o pagamento rompesse o teto de gastos, um limite criado para limitar as despesas públicas conforme a variação da inflação

Tensões no mercado com boatos de demissão

Já tinha gente dizendo “o último a sair apaga a luz”, mas o Guedes deu uma de Dom Pedro e disse ao povo que ele fica.

Isso porque, nesta manhã, o jornal Correio Braziliense informou que o ministro da Economia teria pedido demissão ontem (21), após um suposto desentendimento com o presidente Jair Bolsonaro.

Alguns minutos depois, o Ibovespa chegou a despencar 4,25%, para a casa dos 103 mil pontos, por volta de 12h25. No entanto, a informação foi negada pouco tempo depois por auxiliares do Planalto e também pelo próprio ministro durante à tarde.

Na contramão de todo esse clima tenso, Bolsonaro acalmou os ânimos dos investidores ao dizer que tem confiança absoluta no ministro e que seu governo não fará nenhuma aventura na economia.

Com o clima mais amistoso, o Ibovespa recuperou parte das perdas e voltou para a casa dos 106 mil pontos, por volta das 16h. Muitas emoções em um dia só!

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