Preços globais dos alimentos atingem máxima de 10 anos, diz FAO

Não, não é só o kinder ovo
Imagem de mão tocando plantação de trigo, simbolizando safra

A agência de alimentos da ONU, a FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nation), divulgou nesta quinta-feira que os preços dos alimentos no mundo são os mais caros em dez anos.

O resultado trazido pela ONU da Alimentação e Agricultura veio em uma alta pelo segundo mês consecutivo em setembro, acelerado pelos ganhos de cereais e óleos vegetais.  Até o momento, algumas previsões não estão nem próximas de se cumprirem.

A agência ainda trouxe uma projeção que indicaria uma produção mundial recorde de alimentos neste ano (2021), mas isso seria superado pela demanda também prevista.

O aumento nos cereais foi de cerca de 2% em relação a agosto e de mais de 27% em relação ao mesmo período do ano passado. Os preços internacionais subiram cerca de 4% no mês, mais acentuados do que por aqui.

Como foi calculado a esse resultado?

 

A FAO possui um índice de preços de alimentos, o qual segue os preços internacionais de commodities alimentícias – as mais negociadas, mundialmente falando. Em setembro, segundo a agência, foi atingido o maior pico da década, desde 2011.

Por que isso aconteceu?

 

A forte demanda mundial somada ao estreitamento das exportações são fatores que pesam neste resultado. A baixa oferta mundial de óleo  de canola, por exemplo, também contribuiu.

Outro fator foi a incerteza, segundo a FAO, quanto ao uso de óleo de soja por indústrias como a de biodiesel.

A agência afirma, no entanto, que a pressão sobre essa alta de preços foi limitada por uma desaceleração na demanda global por importação de açúcar diante de uma perspectiva favorável de produção em economias como Índia e Tailândia, exportadores importantes.

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