Preço da gasolina cai após limitação do ICMS

Com a medida aprovada, agora Bolsonaro sugere até que motoristas fiscalizem governadores
Bomba de gasolina e posto ao fundo, simbolizando preço da gasolina

Desconto no preço da gasolina

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgou os dados sobre o preço da gasolina no território nacional. De acordo com a agência, nas últimas duas semanas, o preço médio do combustível caiu R$ 0,90, chegando a R$ 6,49.

Contudo, o relatório, que levantou os preços até o último sábado (09), dá conta de frustrar o governo, que esperava uma redução ainda maior. Para a gasolina, a expectativa era de que a queda fosse de R$ 1,55.

O movimento vem após a aprovação da lei que reduziu o ICMS sobre os combustíveis. No entanto, o presidente tem feito críticas aos estados, e hoje (11), chegou a orientar que motoristas fiscalizassem notas fiscais para verem se o desconto estaria mesmo rolando. 

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Como é mesmo a lei?

No dia 23 de junho, após um cenário de muita polêmica, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que reduziu o ICMS. Com isso, energia elétrica, transporte coletivo, telecomunicações e combustíveis tiveram suas alíquotas limitadas até o final do ano.

Sendo assim, a lei aprovada prevê, neste período, que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é um tributo de responsabilidade dos estados, fique dentro da faixa entre 17% e 18%.

A proposta veio para tentar conter a alta global dos combustíveis, que ocorre em virtude das crises de abastecimento que o petróleo vem sofrendo. Contudo, no Brasil, o ano eleitoral ainda impôs muito mais tensão sobre a medida, tanto pelo governo quanto pela oposição.  

Vai continuar caindo?

De acordo com a ANP, não foi somente a gasolina que apresentou redução de preço nos últimos dias. Apesar de também cair abaixo do esperado, o preço do diesel recuou, dando um desconto aos brasileiros de R$ 0,05. O etanol caiu R$ 0,35 e bateu a meta do governo.

No entanto, o cenário continua bastante nebuloso para possibilitar previsões fiéis de como o preço se comportará. Nesse sentido, a pressão com a crise do petróleo ainda parece que continuará a ser protagonista do filme de terror que tem sido ir a um posto de combustíveis.

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