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PIB cresce 1,2%, supera expectativas e retoma patamar pré-pandemia

Segundo a Refinitiv, o mercado esperava uma alta de 0,8% a 1% no primeiro trimestre de 2021.
Homem com dedo apontando para o topo de um gráfico de crescimento
Freepik

O IBGE divulgou nesta terça-feira (1) os dados do PIB referente ao primeiro trimestre deste ano que registrou uma alta de 1,2% comparado com o trimestre anterior.

O que é PIB?

PIB é a sigla para Produto Interno Bruto, uma métrica da economia brasileira, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que soma todos os bens e serviços finais que são produzidos pelo país.

Um equívoco muito grande é as pessoas confundirem o PIB com a quantidade de riquezas no país, mas na verdade ele simboliza efetivamente a produção de novos bens e serviços.

Não entendeu? Calma, vou explicar melhor. Imagine que um país não produz nada em um ano. Nesse período o PIB será nulo porque não houve produção, caso o PIB fosse a quantidade de riqueza de um país, jamais seria nulo, apenas não mudaria de valor.

Agora deu para entender melhor?

Como foram os resultados do PIB?

O PIB do primeiro trimestre de 2021 cresceu 1,2% comparado com o quarto trimestre de 2020. A soma da produção de todos os bens e serviços chegou a R$ 2,048 trilhões.

O resultado é bom ou ruim?

Relaxa que o Adm já até sabe as suas dúvidas e vai responder a maioria.

Então, neste caso existem algumas análises a serem feitas. A primeira é que na comparação dos últimos trimestres – como no gráfico abaixo – é perceptível uma desaceleração nessa recuperação da economia, mesmo assim os números positivos permanecem.

Variação do PIB contra trimestre anterior desde desde 2014
Contas Nacionais Trimestrais

Já olhando para a “expectativa x realidade”, a Refinitiv divulgou que em média o mercado esperava um crescimento de 0,8% a 1% no período. Portanto, essa expectativa foi superada com certa folga.

Comparando este trimestre com o primeiro trimestre do ano passado temos mais um resultado positivo detectado aqui Compassers, mostrando um crescimento de 1%.

Com esse resultado, o PIB chega a sua terceira alta seguida e volta ao patamar pré-pandemia, no quarto trimestre de 2019.

Portanto, apesar da segunda onda da pandemia que chegou forte aqui no Brasil em 2021, o país foi capaz de continuar e crescer a sua produção de bens e serviços.

São bons sinais senhoras e senhores, maaas nem tudo são flores.

Ainda precisamos entender como a inflação vai se comportar daqui para frente. Uma coisa é o PIB crescer bem com uma inflação controlada, outra é crescer e a inflação crescer junto e descontrolada.

E mesmo com esses resultados dos últimos trimestres, ainda temos um bom caminho para percorrer. Depois dos dados deste ano, o Brasil está 3,1% abaixo da máxima histórica da economia brasileira no primeiro trimestre de 2014.

Quais foram os principais destaques deste trimestre?

Os principais destaques positivos deste trimestre foram as importações e agropecuária que cresceram 11,6% e 5,7% respectivamente. Alô agroboys!! Já para os destaques negativos tivemos o setor do consumo das famílias e do governo que retraíram 0,1% e 0,8% respectivamente.

Importação11,6%
Agropecuária5,7%
Investimentos4,6%
Exportação3,7%
Construção Civil2,1%
Indústria0,7%
Serviços0,4%
Consumo das famílias-0,1%
Consumo do governo-0,8%

O agronegócio mostrou uma recuperação forte esse trimestre comparado com a retração nos três meses anteriores. Grande parte dessa alta foi puxada pelo desempenho de alguns produtos como a soja, que constantemente bateu recordes em 2021.

E os outros países, como ficaram?

Olha, não estamos indo mal não. Segundo os dados da Austing Rating, entre as 50 maiores economias do mundo o Brasil está em 19º, com o desempenho acima de países como França, China, Japão, Alemanha entre outros.

Croácia – 5,80%Tailândia: 0,20%
Hong Kong – 5,40%Itália: 0,10%
Estônia: 4,80%Tunísia: 0,10%
Chile: 3,20%Peru: 0,00%
Cingapura: 3,10%França: -0,10%
Taiwan: 3,10%Finlândia: -0,10%
Colômbia: 2,90%Arábia Saudita: -0,10%
Romênia: 2,80%República Tcheca: -0,30%
Malásia: 2,70%Suíça: -0,50%
Bulgária: 2,50%Holanda: -0,50%
Lituânia: 2,00%Espanha: -0,50%
Chipre: 2,00%Noruega: -0,60%
Hungria: 2,00%Indonésia: -1,00%
Turquia: 1,70%Ucrânia: -1,10%
Estados Unidos: 1,60%Áustria: -1,10%
Coreia do Sul: 1,60%Japão: -1,30%
Eslovênia: 1,40%Dinamarca: -1,30%
Canadá: 1,40%Reino Unido: -1,50%
Brasil: 1,20%Israel: -1,70%
Polônia: 1,10%Letônia: -1,70%
Bélgica: 1,00%Eslováquia: -1,80%
Suécia: 0,80%Alemanha: -1,80%
México: 0,80%Portugal: -3,30%
China: 0,60%Islândia: -5,20%
Filipinas: 0,30%Nigéria: -13,90%
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