Votação da PEC kamikaze reinicia após acusação de sabotagem

A votação dos benefícios bilionários reiniciou nesta tarde de quinta após uma interrupção “sem precedentes” no sistema
Imagem de home enrolado por cabos, simbolizando sabotagem na PEC kamikaze

Nesta confusa partida de Among us que é a votação da “PEC kamikaze” em Brasília, alguns deputados estão batendo firme os pés dizendo que há impostores entre eles.

Treta bonita, treta bem feita, treta formosa

A Câmara dos deputados retomou na tarde desta quarta-feira (13) a votação da PEC que cria e amplia benefícios à população até dezembro. Nesse momento, os parlamentares avaliam os destaques que podem alterar o texto-base que foi aprovado ontem (12).

Apesar de agora os debates estarem seguindo normalmente, eles precisaram ser interrompidos ontem depois de uma instabilidade no sistema. No entanto, como tudo que ocorre em Brasília, a interrupção gerou polêmica e até acusações de sabotagem.

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Qual a fofoca?

Tudo seguia normalmente no Reino Real da Realeza brasiliense quando uma pane “sem precedentes” acometeu a informática da Câmara. Desta forma, tanto a transmissão da sessão quanto o próprio sistema de votação caíram, impedindo o prosseguimento.

Apesar de duas empresas de internet distintas atenderem a Câmara, enquanto a votação acontecia, as redes wi-fi de ambas foram para o beleléu. No entanto, o presidente Arthur Lira rapidamente encerrou a sessão, mas não sem antes gerar o maior rebuliço.

De acordo com Ricardo Barros, líder do governo na Câmara, essa não seria a primeira vez que instabilidades afetariam matérias favoráveis ao presidente Bolsonaro. Para ele, a chance dos serviços pararem juntos seria quase zero, ficando cheiro de sabotagem.

Quais os próximos passos para a PEC kamikaze?

Com relação à pane, a Câmara já acionou a Polícia Federal que disse já estar apurando o caso. Contudo, sobre a PEC, nesse momento, os destaques passam pela análise dos deputados que devem aprovar o texto final com, no mínimo, 308 dos 513 votos.

No entanto, para passar a valer, a proposta ainda precisará do carimbo poderoso do presidente Bolsonaro que, cá pra nós, é o maior interessado no pacote, e não deve se opor. Para lembrar, a previsão é de que, se aprovada, o custo da PEC será de R$ 41,25 bilhões.

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