O que é Tesouro Direto? Aprenda sua importância, taxas e como investir

Tesouro Direto o que é
tesouro direto

Você que está entrando no mundo dos investimentos certamente já ouviu algumas vezes sobre o Tesouro Direto, principalmente quando se trata da construção de uma reserva de emergência.

Ele é tão citado assim porque é uma aplicação que rende mais do que a poupança (o que não precisa de muito, convenhamos) e não deixa de ser uma segura!

  • Lembram-se daquela conversa de que deixar dinheiro parado é perder dinheiro, por causa da inflação?

Nesse contexto, vale conhecer melhor os títulos de Tesouro Direto e entender qual deles é melhor para você. É o que veremos neste artigo!

O que é o Tesouro Direto?

 

Tesouro Direto é um programa criado pelo Governo Federal em parceria com a Bolsa de valores (B3) para permitir que nós, pessoas físicas, possamos investir nosso dinheiro em títulos públicos.

Na prática, o que acontece? Para onde vai o dinheiro?

 

Quando você coloca seu dinheiro em um título do Tesouro Direto está, na prática, emprestando dinheiro para o governo em troca dos juros, que serão sua remuneração.

Trata-se de um programa muito popular por causa de alguns aspectos, dentre os quais temos:

  • Baixo custo de entrada: com apenas cerca de 30 reais você já consegue comprar um titulo público. No próprio Site Oficial do Tesouro você encontra todos os detalhes de preços das aplicações disponíveis;
  • Liquidez diária.

O que é liquidez diária?

Isso também faz muita diferença: a liquidez diária permite que você possa negociar (vender a hora que quiser, ou comprar) seus títulos todos os dias. 

Isso é bom pois, caso aconteça algo inesperado e você precise daquele dinheiro, você consegue resgatá-lo rapidamente.

Como funcionam os títulos de Tesouro Direto e quais são eles?

Existem 3 tipos de títulos públicos disponíveis no Tesouro Direto:

  • Tesouro Prefixado;
  • Tesouro Selic;
  • Tesouro IPCA+.

Vamos falar um pouquinho de cada um deles:

  • Tesouro Prefixado

Com esse título, você sabe no momento da compra exatamente quanto seu investimento vai render ao ano.

Ele é muito procurado quando a Taxa Selic está prestes a cair, pois ele permite com que você fixe o retorno que terá sobre o investimento, sabendo que ele poderá, talvez, passar a ser menor depois de pouco tempo.

sombra adm mulher

Adm

Aí o pessoal já compra para "garantir" um retorno possivelmente maior enquanto a taxa está neste patamar. Só não pode esquecer que você não é um mago que sai adivinhando o mercado...

Isso, no entanto, não te isenta do risco de que os juros subam ao invés de cair, além da possibilidade de a inflação “corroer” parte de seus ganhos a depender do valor do IPCA ou da rentabilidade prefixada (ou seja, o tanto que seu título vai render).

  • Tesouro Selic (LFT – Letra Financeira do Tesouro)

Nesse tipo de aplicação, você sabe como vai ser remunerado, mas não sabe quanto vai receber. Isso porque o retorno acompanha um indexador, no caso, a própria taxa Selic.

Assim, a rentabilidade do Tesouro Selic vai variar conforme a variação da própria Taxa.

Esse é um dos títulos públicos conservadores do mercado, uma vez que você tem pouquíssimo risco de perda. Por isso, ele costuma ser muito indicado pra a reserva de emergência.

  • Tesouro IPCA+

Títulos indexados à inflação são os chamados Tesouro IPCA+. Nesse tipo de título uma parte do retorno é fixa, informada no momento da compra, enquanto a outra é variável, de acordo com o próprio IPCA.

Adm Explica

Geralmente, esses títulos aparecem com rentabilidade e nome “IPCA + 4,10”, por exemplo. Isso significa que ele terá de rentabilidade 4,10% ao ano, somado à variação da inflação.

Trata-se de um ótimo título para aposentadoria, pois conserva seu patrimônio ao longo dos anos.

Porém, existem pontos muito importantes antes de você investir:

  1. Prazo

Isso significa que se você carregar esse aporte até a data final, ele renderá de acordo com o prometido, ou seja, o governo te devolverá o valor investido + o rendimento.

Jovem em dúvida

O que acontece se eu retirar antes da data de vencimento?”

Como os títulos têm liquidez diária, você pode negociar seus títulos públicos todos os dias.

Diante disso, os preços dos títulos públicos também variam todos os dias (assim como as ações negociadas em bolsa).

Por isso, pode ser que você receba menos do que o valor prometido caso retire seu investimento antes da data final de vencimento.

  • 2. De que forma você vai receber de volta o valor investido?

Você pode receber de uma só vez no vencimento ou então pode contar com uma espécie de “dividendo”, que no caso é um pagamento a cada semestre feito pelo governo.

Nesses casos, os nomes dos títulos costumam ser: “IPCA+ 20XX com juros semestrais”, em que 20XX é o vencimento. Para quem precisará do dinheiro no dia a dia, isso pode ser uma boa.

Caso você não precise desse dinheiro, o ideal é que invista seu dinheiro de olho no prazo final, recebendo o dinheiro de uma só vez no vencimento para que ele fique rendendo todo esse período.

Riscos do Tesouro Direto

Sabemos que não existe investimento sem risco e isso também vale para o Tesouro Direto.

No entanto, dizemos que ele é um dos investimentos mais seguros porque, embora desempenho passado não seja garantia de retorno futuro, o governo brasileiro até hoje não deixou de pagar os credores do Tesouro Direto.

Isso traz certo “alívio” para os investidores do Tesouro.

Mais abaixo veremos quais seriam as ocasiões em que você poderia perder dinheiro com o Tesouro Direto.

Como eu poderia perder dinheiro no Tesouro?

Existem duas formas:

  • Na compra de um titulo prefixado ou indexado à inflação de longo prazo, caso você precise vender antes do prazo e isso estiver ocorrendo em um momento de mercado em baixa. Nesse caso, ele pode estar valendo (ou sendo negociado por) menos do que você pagou;

  • A segunda opção é nos prefixados de longo prazo. Como o retorno já esta prefixado, como o próprio nome diz, grandes mudanças na economia do Brasil como uma alta na inflação ou na Selic podem fazer com que os ganhos diminuam ou ainda, na prática, que eles “percam” seu valor.

Quais taxas estão envolvidas?

  • Taxa de custódia (paga para a B3) de 0,25% ao ano sobre o valor investido. Essa cobrança ocorre a cada semestre, por isso é importante ter algum dinheirinho ali na conta de investimentos reservados para isso.
  • Taxa de administração da sua instituição financeira (banco/corretora) – é uma taxa opcional pelas instituições. Na pratica, a maior parte das corretoras não cobra mais esse tipo de taxa.

Adm

Procure escolher a que não tem esse tipo de cobrança. Olha essa dica de ouro aqui embaixo:

No próprio site do Tesouro Direto você pode encontrar uma lista com os custos de cada instituição.

E o Imposto de renda?

Para títulos do tesouro direto, existe o imposto de renda e ele funciona como o tradicional das aplicações de renda fixa.

  • Se você resgatar seu investimento entre 0 e 6 meses, a alíquota (quantidade recolhida) é de 22,50%;
  • De 6 meses a 1 ano, a alíquota fica em 20%;
  • De 1 a 2 anos, cai para 17,5%;
  • A partir de 2 anos fica fixa em 15% sobre o retorno.

Vale lembrar: você não precisa se preocupar com nada disso nem cuidar porque é um imposto retido na fonte.

O que é imposto retido na fonte?

Ele já é descontado automaticamente na própria conta em que cai o rendimento. No caso, ele já “cai” descontado.

Outro alerta sobre as retiradas:

  • Caso você faça algum resgate em menos de 30 dias, você fica exposto ao imposto sobre operações financeiras (IOF), podendo chegar ate a 96% de seu lucro – por isso é importante evitar fazer resgates em tão curto prazo no tesouro direto

Como investir no Tesouro Direto?

Antes de tudo, é muito importante que você saiba qual seu objetivo com esse dinheiro, para assim encontrar o melhor lugar para colocá-lo.

Se for um dinheiro para cumprir o propósito de formar uma reserva de emergência, a opção mais recomendada costuma ser o Tesouro Selic mesmo. Aqui, o objetivo maior é segurança.

Quando se pensa em objetivos mais definidos, metas de longo prazo como compra de imóveis, aposentadoria e semelhantes, há outros títulos adequados como prefixados ou indexados que façam sentido com seu prazo.

Uma vez escolhido o investimento, os passos são bem simples e intuitivos:

  1. Abra uma conta em uma corretora. A abertura de conta costuma ser gratuita;
  2. Solicite à corretora que seu cadastro seja feito junto ao Tesouro Nacional, já que você pretende investir no Tesouro Direto;
  3. Escolha seu título dentre os disponíveis;
  4. Execute a compra! 

Adm

Agora é seguir a vida e deixar o dinheiro quietinho lá até o vencimento para colher os rendimentos esperados!

Vale lembrar: não esqueça de citar o investimento em sua declaração anual de Rendimentos, na parte “Rendimento Sujeito à Tributação Exclusiva”.

Isso porque, mesmo que o imposto fique retido direto na fonte (ou seja, você não precisa pagar imposto separadamente), existe a tributação e a Receita Federal precisa ser informada.

Por que isso?

Acontece que o imposto só é pago quando há resgate antecipado ou então no vencimento do título – podendo ficar anos sem essa cobrança, caso o título demore anos para vencer ou ser resgatado.

E aí, já formou sua reserva de emergência?

Inscreva-se na nossa newsletter!