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Moedas de países menos vacinados sentem a pressão da Variante Delta

Países emergentes se preocupam com um possível aumento das restrições diante de atrasos nas campanhas de vacinação.
xPainel da Bolsa B3AFP
Foto: Nelson Almeida/AFP

É verdade que ultimamente certas moedas de mercados emergentes têm mantido os ganhos em relação ao dólar.

O real é um deles. Mas essa variante da covid-19, variante delta que é altamente contagiosa têm se espalhado e países em desenvolvimento têm sentido essa pressão.

África do Sul e Rússia são dois deles. Atrasados na campanha de vacinação, sentem a ameaça do aumento das restrições como algo que pode afetar a economia que está dando seus passos.

O rand – moeda sul-africana –  e o rublo russo – moeda da Rússia – , antes com o melhor desempenho do ano, agora pela primeira vez nos últimos 3 meses contribuíram para a queda de um índice que replica moedas de mercados emergentes neste mês.

“As conquistas em termos de vacinação serão cada vez mais um fator de diferenciação entre os mercados emergentes no segundo semestre”

Chefe de estratégia para mercados emergentes no Crédit Agricole

Ele ainda afirma que o impacto da maior propagação das cepas do vírus poderá variar significativamente a depender das taxas de vacinas aplicadas no país, assim como fatores políticos e econômicos.

O rand sul-africano e o peso colombiano estão sentindo o efeito do maior número de casos do coronavírus.  

Os casos por dia bateram recordes semana passada na África, mais de uma semana após o presidente ter decretado um lockdown mais rigoroso desde o que aconteceu mais de um ano antes. Lá, ocorre a pior retração em um século, segundo Info Money. 

A suspensão de um plano de aumentar os impostos na Colômbia também interferiu nesse processo.

As moedas desses dois países, África do Sul e da Colômbia, são as mais vulneráveis, uma vez que seus bancos centrais não estão aumentando os juros “para construir um colchão de taxa real” em relação aos Estados Unidos, de acordo com analistas.

Outro motivo para o aumento da pressão, de acordo com os analistas, é uma perspectiva de gastos fiscais maiores e o risco de saídas de capital depois que investidores globais se voltaram para ativos desses países este ano.

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