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Moeda digital no Brasil: uma nova representação do Real

Presidente do Banco Central diz que será diferente de Bitcoin, mas vem aí
Representações físicas do Bitcoin e Ethereum em moedas douradas, com gráficos no fundo
Unsplash|Pierre Borthiry

Parece que o Brasil não ficou pra trás nesse rolê aqui, em? 

A moeda digital brasileira agora está em fase de estudo no Banco Central.

Roberto Campos Neto, Presidente do Banco Central (BC), afirmou ontem (23) que a moeda digital do nosso país será uma nova representação do Real – a moeda já emitida pela nossa autoridade monetária.

A videoconferência onde rolou esse papo foi uma apresentação feita por ele em reunião com o Febraban (Conselho Diretor da Federação Brasileira de Bancos). Embora a reunião tenha sido fechada, o Banco Central divulgou a apresentação em sua página na internet.

Ele acrescenta, ainda, que essa moeda digital será diferente do Bitcoin, que, segundo ele, possui característica de ativos e não de uma moeda propriamente.

Não é de hoje que o BC cerca o tema das moedas digitais emitidas por bancos centrais, ou seja, das CBDCs (sigla em inglês para Central Bank Digital Currency, como talvez você tenha visto por aí).

Assim, o nosso BC criou um grupo de trabalho no ano passado para cuidar dessa questão.

Além disso, Campos Neto traz a informação de que 86% dos bancos centrais ao redor de todo o mundo sinalizam interesse no tema, sendo que alguns já estão com projetos piloto – ou seja, em fase de experimentação.

Outros países estão envolvidos com “provas de conceito”, que também é uma fase em que se busca demonstrar a viabilidade de uma ideia, enquanto vários (cerca de 42 bancos centrais) estão em fase de exploração e pesquisacomo é o caso do Brasil.

O presidente do Banco Central ainda afirma que mantém sua opinião de que os criptoativos são ativos arriscados, não regulados pelo Banco Central e devem ser tratados com cuidado pelo público.

A expectativa é de que a moeda possa ser aceita em qualquer transação de pagamento no futuro, assim como o real que usamos hoje. Ela deverá ser um complemento ao real convencional.

Trata-se de mais um dos projetos do BC na área tecnológica pensando no mercado financeiro do futuro.

Hoje, as moedas digitais existentes no mundo são as que possuem lastro em algum ativo, chamadas stablecoins”, e as sem lastro – que são as criptomoedas -, como o Bitcoin.

A moeda digital estudada pelo BC, no caso, teria lastro na nossa própria moeda (o real).

As diretrizes mais gerais foram publicadas pelo BC e é com base nisso que serão conduzidas as discussões para aperfeiçoar a proposta. Espera-se que em até três anos ela já esteja em uso.

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