Ministério da Saúde quer lançar o “open health”

A ideia é desafogar o SUS estimulando os planos de saúde
Queiroga do ministério da saúde quer lançar o open health

Pegando carona no open banking, sistema que compartilha dados de clientes entre instituições bancárias, o governo brasileiro estuda lançar o “Open Health”.

Como isso funciona? 

A princípio, é simples como um pãozinho com ovo. O governo cria uma plataforma virtual onde ficam disponíveis dados sobre pacientes de todas as operadoras de saúde. 

Assim, estando todas as informações de um determinado cliente em um sistema, fica mais fácil para que um convênio médico analise se aquele paciente tem o perfil para aquela operadora. 

Com isso, o tempo de transição de um paciente para outro plano de saúde será mais curto, já que atualmente leva cerca de 90 dias para essa mudança.

Isso é muito tempo para quem precisa de um serviço mais urgente. E adivinha para onde vão os pacientes com emergências que tem que esperar a papelada andar…

SUS, seu lindo! 

Os Planos de Saúde estão espumando, não é? 

Você acha? Um pouquinho, talvez. Isso porque a burocracia faz muita gente desistir de abandonar o seu convênio e procurar outro. Aí eles vão ficando, mesmo morrendo de ódio. 

Desta forma, dada a facilidade de dar ‘tchau’ para um serviço não tão satisfatório para outro melhor, as empresas sentirão um espontâneo desejo de dar uma melhorada.

E é claro que isso ajuda a desafogar o SUS, Sistema Único de Saúde. Visto que, o sistema open health vai estimular a criação de novas operadoras de saúde. 

E você conhece a trinca; mais concorrência, mais qualidade, menores preços. 

Para se ter uma ideia, nos anos 2000 havia mais de duas mil empresas desse setor. Em 2020 o número caiu para 711. 

O governo vai lançar a ideia para jogo mesmo ou é só fogo de palha? 

Sobre o Open Health, o ministro Queiroga disse que a ideia surgiu em conversa com o presidente do Banco Central, Roberto Campos. Inclusive já tem o aval do Presidente, Jair Bolsonaro. 

Para sua implementação, o governo estuda uma MP, Medida Provisória, que tem força de lei e que após um prazo é avaliada pelo Congresso Nacional. 

Enquanto isso, a gente segue passando raiva esperando uma guia médica que ninguém sabe onde está. 

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