Lula diz que mudaria política de preços da Petrobras se voltasse ao poder

O ex-presidente afirmou que a estatal deveria "dar lucro ao povo brasileiro"
Lula diz que mudaria política de preços da Petrobras se voltasse ao poder

Eleições se aproximando e a temporada das promessas está oficialmente aberta. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta terça-feira (30) a política de preços da Petrobras, que é baseada nas cotações internacionais.

Em entrevista à Rádio Gaúcha, Lula afirmou que, se voltar à Presidência, pretende mudar essa política e seguir a mesma linha de preços adotada em seus mandatos e de Dilma Rousseff.

“Nós não vamos manter essa política de preços de aumento do gás e da gasolina que a Petrobras adotou por ter nivelado os preços pelo mercado internacional. Quem tem que lucrar com a Petrobras é o povo brasileiro”, comentou.

Como funciona a política de preços da Petrobras?

Atualmente, a política de preços da Petrobras está atrelada à variação internacional da cotação do petróleo. Como outras commodities, essa matéria-prima é exportada para outros locais do mundo, o que justifica essa relação.

Além disso, o petróleo utilizado no Brasil não é totalmente produzido aqui, mas é misturado também com a matéria-prima oriunda de outros países para servir para a produção de gasolina, diesel e outros combustíveis.

Assim, a cotação do petróleo e a valorização do dólar diante do real, por exemplo, refletem diretamente no bolso dos brasileiros.

O que Lula pretende fazer?

O ex-presidente defende uma política de preços marcada pela intervenção do governo. Ou seja, o Estado ajudaria a controlar os preços. Para ele, qualquer ‘candidato sério’ eleito em 2022 também descartará a política de paridade internacional dos preços do petróleo.

O problema, no entanto, é que a Petrobras não está sozinha no mercado e, ao mesmo tempo que extrai um tipo de petróleo, precisa comprar outro no mercado externo.

A estatal não é obrigada a seguir os preços externos, mas perderá dinheiro se o preço dos combustíveis não custear a principal matéria-prima utilizada para produzi-los.

Consequentemente, uma companhia menos lucrativa também pode trazer impactos negativos no longo prazo, já que haverá menos recursos para financiar investimentos e até a exploração do petróleo.

Além de Lula, o presidente Jair Bolsonaro também criticou a política de preços da petrolífera nesta mês. Segundo ele, o governo está estudando mudanças, inclusive a possibilidade de fixar um valor para o ICMS, um imposto estadual que incide sobre vários produtos, incluindo os combustíveis.

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