Lockdowns na China poderão elevar ainda mais a inflação no mundo

Samsung e Volkswagen já sentem os efeitos da paralisação
agentes sanitários da China

Saudades de quando o Déjà vu era só uma banda. Agora parece que ele nos persegue. A China impôs um lockdown à terceira cidade por surto de covid-19. As consequências podem afetar o mundo todo. 

Ah não, covid voltou mesmo? 

Está ficando cada vez mais difícil lembrar como a vida era antes da pandemia. E após a decretação de lockdowns em países da Europa, China impõe quarentena a cerca de 20 milhões de chineses. 

Anyang, com 5,5 milhões de habitantes, foi a terceira cidade a parar tudo. Além disso, Tianjin, que fica próxima à capital, Pequim, sofreu restrições. 

E se você acha que o governador do seu estado foi cruel restringindo a circulação de pessoas, na China as autoridades descem o cassetete em quem sair na rua. Foi o que aconteceu com um cidadão que saiu para comprar comida. 

Tem hora que é melhor ser brasileiro mesmo. 

E essa história de aumento da inflação no mundo? 

Quantos “made in China” você já encontrou em seus produtos? Grande parte das fábricas e indústrias têm suas sedes na China em razão da sua abundante e barata mão de obra, leis ambientais frágeis e o fator tributário que para essas empresas são bem camaradas. 

Gigantes como Toyota, Samsung e Volkswagen têm fábricas no país do Yakissoba. A fabricante de veículos japonesa e a alemã já informaram que fecharam as portas. Já a Samsung está com dificuldades para contratar trabalhadores. 

Assim, quando existe uma queda na produção de produtos, o mercado fica sem estoque, isso quer dizer que a forma de não deixar faltar nas prateleiras é aumentar o preço, para que menos pessoas queiram comprar aquele item. 

A isso é dado o nome de inflação. 

E você já pescou porque a inflação no mundo todo pode crescer. Justamente porque se o segundo país mais poderoso do mundo deixar de produzir, vai faltar muita coisa nos mercadinhos de todos os demais países. 

E o que é que pode faltar? 

Além dos componentes tecnológicos, como celulares, pode faltar também automóveis, roupas e calçados. Essa previsão se materializa se os portos que recebem e enviam cargas marítimas forem fechados. 

Todas essas faltas farão a inflação dos países crescer ainda mais. Por hora, resta esperar e torcer para que não haja uma quarentena a nível nacional na China. Senão… 

Como diria o adulto Ney; “Saudades do que a gente ainda não viveu”, o fim da pandemia.

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