IPCA-15 registra alta de 0,44% no período entre abril e maio

Índice fica abaixo das expectativas, mas registra a maior alta dos preços desde 2016.
Supermercado no Rio de Janeiro

Nesta terça-feira (25) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15).

O que é o IPCA-15?

O IPCA-15 é uma prévia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a nossa medida oficial da inflação. A diferença entre essas duas métricas está no período de pesquisa e na abrangência geográfica.

Enquanto o IPCA mede o aumento dos preços durante um mês, do primeiro dia até o último, o IPCA-15 mede geralmente do dia 16 de um mês até o dia 15 de outro, usando em média 30 dias, mas entre os meses.

Neste caso o período observado foi de 14 de abril até 13 de maio e o período anterior foi de 16 de março a 13 de abril deste ano.

Quanto a abrangência do IPCA-15, o foco está nas famílias com uma renda de 1 a 40 salários-mínimos e residentes em 11 áreas urbanas como: as regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Distrito federal e Goiânia.

Sobre os resultados divulgados

Nesse período entre abril e maio deste ano o IPCA-15 registrou uma subida de preços de 0,44%, um resultado abaixo do esperado que segundo a Refinitiv a previsão era que esse número fosse de 0,55%.

Porém mesmo estando abaixo das expectativas, a alta registrada é a maior para o período desde 2016, quando marcou uma subida de 0,86% nos preços.

Outro ponto a ser destacado, é que com esse resultado a inflação a princípio demonstra uma desaceleração, comparada com a alta de 0,60% no período anterior.

Já o IPCA-15 acumulado chega a 7,27%, um valor bem acima da meta superior da inflação para o ano de 2021 que está em 5,25%, que comparado com o período anterior demonstra uma subida de 1,1 ponto percentual.

Principais altas nos preços

As maiores altas foram registradas no setor de vestuário com 1,42% no período, seguido do setor de saúde e cuidados pessoais com a subida de 1,23%.

SetorVariação
Vestuário+1,42%
Saúde e cuidados pessoais+1,23%
Artigos de residência+0,89%
Habitação+0,79%
Alimentação e bebidas+0,48%
Despesas pessoais+0,09%
Educação+0,08%
Comunicação+0,03%
Transporte-0,23%

Variação por região

Quando analisamos por região, Fortaleza (CE) junto com Belém (PA) mostraram as maiores variações nos preços, subindo 1,08% e 0,83% no período respectivamente.

Entre os menores resultados, Brasília (DF) ganhou destaque com uma deflação de 0,18%.

RegiãoVariação
Fortaleza (CE)+1,08%
Belém (PA)+0,83%
Recife (PE)+0,65%
Goiânia (GO)+0,60%
Belo Horizonte (MG)+0,49%
Brasil+0,44%
Curitiba (PR)+0,44%
Rio de Janeiro (RJ)+0,40%
São Paulo (SP)+0,40%
Salvador (BA)+0,37%
Porto Alegre (RS)+0,32%
Brasília (DF)-0,18%

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