Inflação nos EUA ganha novo dado negativo

A inflação de junho avança em mais um indicador, atingindo o pior nível desde 1982
Notas de dólar, simbolizando inflação nos EUA

Parece que o temor de uma recessão é a nova pandemia viral, e com a inflação nos EUA colocando mais um alerta no prontuário do país, o governo já teme uma piora súbita.

Inflação faz EUA tremer

Nesta sexta-feira (29), o Departamento de Comércio americano informou como ficou o PCE de junho no país. De acordo com o relatório, o índice, que é o resultado para a inflação com base nos dados das empresas, surpreendeu, indo a 1,0% no mês e atingindo 6,8% de alta em 12 meses.

Apesar dos analistas também terem esperado elevação nos preços do “núcleo do PCE”, que exclui alguns itens da conta, a alta de 0,6% também surpreendeu. Com isso, ao analisarmos essa importante variante da inflação americana, dá pra ver que a situação não está nada fácil.

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Como funciona esse tal núcleo do PCE?

Primeiramente, mesmo ouvindo falar de inflação pra lá e pra cá, vale à pena trazer, na base, o que o temido termo significa. Para quem ainda não sacou, a inflação é justamente o nome que se dá à alta dos preços nos produtos e serviços, em um determinado período. 

Nesse sentido, ao dizermos que a inflação americana subiu, o que devemos entender é que os preços nos EUA não estão muito dóceis. No entanto, por lá, mais de um indicador é utilizado, dentre eles o PCE, que mede os dados de consumo dos cidadãos.

Contudo, uma vez que o PCE é uma média dentro de um catálogo vasto de itens, pode ser que seu recorte não seja lá o mais consistente. Portanto, ao excluir itens que variam muito, como alimentos e energia, o chamado “núcleo do PCE”, torna a foto do cenário menos tremida. 

Por que importa?

Justamente por esse recorte da inflação entregar um dado menos contaminado com variações drásticas, ele acaba ganhando destaque. Por exemplo, para o Fed, que é o banco central dos EUA, é o núcleo do PCE um dos principais índices que o estimula a agir.

Na quarta (27), o órgão realizou mais uma elevação recorde em sua taxa de juros, colocando-a entre 2,25% e 2,50%. No entanto, com a inflação sendo a pior em quatro décadas, pode ser que a trilha de recordes esteja longe de ter um fim.

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