Inflação em março é a maior para o mês desde 1994

O que causou esse forte aumento na inflação? Vem entender tudo
Imagem de um gráfico subindo para ilustrar a alta da inflação

Semanas atrás, o Copom havia indicado que a alta dos juros estaria com os dias contados. Mas com essa inflação será que vai acabar mesmo?

Nesta sexta-feira (08), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou os dados sobre o IPCA, revelando um aumento de 1,62% no mês de março, o maior resultado para o mês desde 1994.

O que é o IPCA?

IPCA é a sigla para Índice de Preços ao Consumidor Amplo, é o indicador oficial utilizado para medir a inflação. 

Nesse sentido, este indicador em específico, utiliza como base, os preços da cesta de consumo das famílias brasileiras. Considerando o rendimento entre 1 e 40 salários mínimos.  

E para quem não sabe, a inflação é o aumento generalizado dos preços dos produtos e serviços de uma economia. Ou também pode ser interpretada como a perda do poder de compra.

Mais dados sobre a inflação

O IPCA de março de 2022, também bateu outro recorde que não é muito bom. A taxa é a maior variação mensal desde janeiro de 2003, quando o índice mostrou um aumento de 2,25%.

Dessa forma, o acumulado dos últimos 12 meses, a inflação superou os 11,30%, um aumento significativo comparado com o acumulado de fevereiro, quando registrou 10,54%.

Lembrando que a meta da inflação, estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,5% para este ano, com uma margem de erro de 1,5 ponto percentual (p.p.). 

Os motivos para o aumento

Como já era esperado, o maior impacto para o índice foi do aumento do preço da gasolina, que registrou uma alta de 6,95% no preço, o correspondente a 0,44 ponto percentual, dos 1,62% da inflação do último mês.

Com isso, é possível enxergar que, por conta da guerra na Ucrânia ter iniciado no fim de fevereiro, as consequências nos preços dos combustíveis só foram afetar as bombas no mês de março, por isso esse aumento tão grande.

As expectativas para a inflação

O Valor Data, apurou a média das estimativas de 41 instituições financeiras, ficou em 1,32%, bem abaixo do resultado. 

O curioso é que de todas as análises feitas, o intervalo estimado ficou entre 0,54% e 1,43%, mesmo a expectativa mais pessimista não chegou perto do resultado atingido pelo IPCA.

Inscreva-se na nossa newsletter!