Inflação em junho puxou o tapete de analistas, mas ainda preocupa

Apesar de continuar avançando, o resultado foi menor do que o esperado
Imagem de notas de R$50 sendo contadas, simbolizando inflação em junho

A inflação deste mês de junho resolveu dar uma de Falamansa e ficou rindo à toa com os que previam um resultado pior, mas no geral, a situação não está para muita festa…

Como a inflação ficou em junho?

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou nesta sexta-feira (08) o resultado da inflação para o mês de junho. De acordo com o levantamento, os preços no país avançaram cerca de 0,67% na comparação com o mês de maio.

Apesar da variação continuar em sua rota de subida, o resultado definitivo que o mês do São João trouxe foi levemente mais brando do que o esperado. Isto porque, pelas previsões do mercado, o IPCA avançaria 0,7% em junho.

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Calma! Primeiramente vamos entender o termo. O IPCA, ou Índice de Preços ao Consumidor Amplo, é o nome que damos oficialmente à inflação brasileira. Nesse sentido, é o IPCA que nos dá a variação dos preços no país em um determinado período.

No entanto, o resultado que o índice entrega não pode ser aplicado igualmente para todos os itens. Na verdade, ele representa uma média dos preços encontrados em uma lista de produtos e serviços, portanto serve como um parâmetro mais geral para a economia.

Segundo o IBGE, dessa vez, dentre os nove grupos da lista, a média de preços foi puxada principalmente pela alta nos alimentos e bebidas, que subiram 0,8%. Contudo, foram todos os grupos que traíram o bolso dos brazucas, com a decisão de avançarem.

Tá, mas o resultado é bom ou ruim?

Com o resultado, desde janeiro a inflação já acumula uma alta de 5,49%. Já o acumulado dos últimos 12 meses ficou em 11,89%. Infelizmente, para responder a pergunta do leitor amigo do ADM, pelo menos para o Banco Central, a situação não está nada bem.

Nos sonhos floridos do BC, o IPCA, ao final de 2022, deveria se manter entre 2% e 5%. No entanto, em 30 de junho, o órgão disse oficialmente que desistiu de sonhar, já que, no cenário atual, os preços, além de não subirem mais, teriam que recuar nos próximos meses.

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