Inflação em julho é a menor em dois anos

O resultado veio trazer respostas ao governo sobre as medidas para baratear os combustíveis
Imagem de bomba de combustíveis, simbolizando a inflação em julho

A inflação de julho frustrou, de novo, os analistas desacelerando mais do que o esperado. Mas mesmo assim, não haverá festa em dezembro. 

Pisou no freio

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou hoje (26) o resultado da inflação para o mês de julho no país. De acordo com o levantamento, os preços por aqui subiram 0,13% na comparação com o mês de junho.

Apesar do avanço, o resultado que o IBGE entregou é o menor para a inflação brasileira nos últimos dois anos. No período, o IPCA-15 (que já digo o que é), ficou apenas à frente do resultado de junho de 2020, quando a alta foi bem sutil, ficando em 0,02%.

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IPCA-15? Que código doido é esse?

Como promessa é dívida, explico primeiro o que é o IPCA-15. A sigla significa “Índice de Preços ao Consumidor – Amplo 15” e é uma prévia da inflação final. Desta forma, é esse índice que indica como ficará, de fato, o resultado oficial da alta nos preços, o IPCA.

No entanto, a variação que o índice entrega não pode ser aplicada igualmente para todos os preços no país. Na verdade, ela representa uma média de preços observados em uma lista de produtos e serviços, servindo como um parâmetro mais geral para a economia.

Portanto, o avanço de 0,13% em julho mostra que, dos 9 grupos avaliados na lista, a variação média nos preços ficou nesse patamar de alta. Contudo, destes, apenas 3 recuaram, com destaque para os transportes, que caíram 1,08% após a redução nos combustíveis.

A inflação de julho diz que estamos melhorando então?

Bom, na comparação com os últimos meses, sim, mas o quadro geral não é tão positivo. Com o IPCA-15 de julho, o acumulado dos últimos 12 meses ficou em 11,39%. Já para o resultado desde janeiro, a inflação acumula uma alta de 5,79%, e o Banco Central não curtiu.

De acordo com a meta do BC, o IPCA ao final de 2022, deverá ficar entre 2% e 5%. No entanto, com o acumulado já acima dos 5%, e faltando ainda longos cinco meses, o órgão já pode guardar os confetes para, quem sabe, comemorar a inflação na meta só em 2023.

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