IBC-Br de maio traz novas previsões para o PIB de 2022

Os dados, que chegam com atraso depois de greve no BC, servem como uma prévia informal para o Produto Interno Bruto
Imagem da bandeira do Brasil e dinheiro, simbolizando o IBC-Br de maio

Com o entra e sai de novos dados, o IBC-Br de maio vem com o intuito de estimular os ansiosos para saber como a economia do país tem se comportado nesse clima de crise.

Mais sem sal do que sopa de hospital

O Banco Central do Brasil (BC), divulgou nesta quinta-feira(14) o resultado para o IBC-Br de maio deste ano. De acordo com o órgão, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central, apresentou uma leve queda de 0,11% na comparação com abril.

O índice, que serve como uma prévia para o PIB, saiu frio do forno, já que atrasou devido à greve no BC, encerrada semana passada. No entanto, o relatório do BC, além de trazer os dados de maio, também decidiu revisar os dados, também atrasados, de março e abril.

Na semana passada o BC divulgou que em março o IBC-Br sofreu recuo de 0,44%, enquanto que em abril, avançou 1,09%. Contudo, no levantamento de hoje, tanto março quanto abril foram revisados para baixo, recuando para -0,69% e 1%, respectivamente.

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Vamos entender o IBC-Br de maio?

Primeiramente, você já viu que o índice é meio que um exercício de futurologia do BC para prever o Produto Interno Bruto. Nesse sentido, o dado traz, sem muita precisão, como ficará o desempenho dos bens e serviços produzidos no país, que é exatamente o que calcula o PIB.

Além disso, o IBC-Br, diferente do PIB, avalia apenas parcialmente os setores da economia, trazendo dados somente da indústria, serviços e agropecuária. Portanto, já que o índice traz uma foto de momento, e de apenas parte do cenário, ele só pode ser visto como tendência.

E como está essa tendência?

De acordo com o BC, nos últimos 12 meses o IBC-Br já acumula alta de 2,66%, enquanto que desde janeiro deste ano, a alta é de 2,08%. No entanto, para ver se o índice será um bom profeta, caberá aguardar, já que o PIB oficial só é divulgado pelo IBGE trimestralmente. 

Para o leitor ter noção do clima fora do BC, o governo federal hoje mesmo (14) revisou o PIB de 1,5% para 2%. Já o mercado, tem digerido as informações do cenário e prevê, como declarou o último Boletim Focus, alta de 1,59% para 2022. Quem vai acertar?

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