Governo diz que não vai interferir na Petrobras

O ministro de Minas e Energia repudiou a possibilidade de meter o dedos nos preços da empresa
Imagem de Bolsonaro em frente a logo da Petrobras

Interferir na Petrobras não é opção! Pois é dessa forma que o governo gritou para os quatro ventos quando perguntado sobre os preços dos combustíveis.

Nada de interferir na Petrobras

Nesta terça-feira (21), o ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, declarou que nem em pensamento haverá interferência nos preços da Petrobras. De acordo com o ministro, não há sequer possibilidade para que algo do tipo aconteça.

A declaração, que aconteceu em uma audiência na Câmara, vem um dia depois da demissão de José Mauro Coelho do cargo de presidente da Petrobras. Na ocasião, Mauro Coelho se sentiu forçado a sair após a empresa anunciar reajustes nos combustíveis.

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Como a Petrobras define os preços?

Segundo o ministro, a política de preços da Petrobras é, e deve continuar sendo, de responsabilidade da empresa. Nesse sentido, ele esclareceu que interferir na Petrobras, sobretudo em sua administração, configuraria uma ilegalidade, além de ofender a política do PPI.

A política do Preço de Paridade de Importação, ou PPI, é a forma que a Petrobras usa para definir seus preços desde 2016. Foi a partir daí que a empresa conseguiu superar a crise em que estava no período, após vários congelamentos nos seus preços.

Assim, a PPI vincula os preços nas refinarias da Petrobras com os preços em dólar no mercado internacional. Portanto, variações lá fora, sejam no comportamento do mercado ou do dólar, afetam diretamente os preços por aqui.  

O ministro sugeriu algo?

Que existe uma crise entre os interesses do governo e os da Petrobras, ninguém negará. Então Sachsida levantou várias opções para solucionar os impasses, dentre elas, destacou a possibilidade de privatização da empresa.

O ministro disse que a Petrobras distorce o mercado ao possuir, na prática, um monopólio garantido pelo Estado ao mesmo tempo que vive a realidade de uma empresa privada. Sachsida então sugere um projeto a longo prazo para privatizar a empresa. Será que rola?

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