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Governo cria nova bandeira para crise hídrica, risco de racionamento sobe

Escassez hídrica, nome dado à nova bandeira tarifária, bate à porta. Hora de abrir os olhos e economizar energia
crise hidrica
Imagem: Joel Silva/Agência O Globo

Nova bandeira na área: agora, a cobrança extra para cada 100 kWh consumido subiu quase 50%: antes, era R$ 9,49 e agora passa a ser R$ 14,20.

A Aneel, Agência Nacional de Energia Elétrica, e o Ministério de Minas e Energia anunciaram nesta terça-feira a criação dessa nova bandeira que foi chamada de “bandeira de escassez hídrica”.

Mais cara que a bandeira vermelha patamar 2, a justificativa da Aneel diante dessa bandeira é que ela foi definida olhando um ano adiante. Segundo a agência, a crise hídrica no país, além da importação de energia são fatores que provocaram o aumento.

Segundo o que foi divulgado, a bandeira estará em vigor a partir de hoje, sendo válida de setembro de 2021 a abril de 2022.

A exceção a essa cobrança é para os consumidores de Roraima e os que usam a chamada “tarifa social”, um desconto a famílias de baixa renda que abrange cerca de 12 milhões de cidadãos.

Crise hídrica

Nosso país está passando pela pior seca dos últimos 90 anos, segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).

 O baixíssimo nível dos reservatórios das usinas geralmente usadas forçou o uso de termelétricas – algumas das que foram, inclusive, criadas lá em 2001 quando houve um apagão no país.

Essas termelétricas produzem energia mais cara do que as hidrelétricas, por exemplo, além de serem mais poluentes.

Esse é um dos fatores que leva a esse grande aumento e provoca a necessidade de importação de energia de países próximos – também mais caro.

Quando se olha para a energia elétrica, ela teve um aumento de 5% no mês. Esse crescimento é mais de 5 vezes maior do que a inflação.

Uma possível justificativa é que as bandeiras e altas cobranças são uma forma de compensar os custos da produção de energia que aumentou tanto nos tempos atuais.

Muitas usinas termelétricas foram criadas como fontes de reserva desde o apagão energético que o país viveu lá em 2001. Hoje, essas usinas evitam a perda do funcionamento em caso de secas.

“...mas produzem energia mais cara e poluente. As bandeiras tarifárias aproximam o custo marginal de operação com o custo de venda”

Pedro Rio, cofundador da startup Clarke, do setor

 

Como funcionam as bandeiras tarifárias?

Criadas pela Aneel, com o objetivo de sinalizar os custos reais da geração de energia elétrica aos consumidores, as bandeiras tarifárias são divididas em condições favoráveis ou não de geração de energia.

A bandeira verde é o caso de condições favoráveis de geração e sem necessidade de cobranças adicionais.

A bandeira amarela ocorre quando as condições são um pouco menos favoráveis e a tarifa passa a ter um acréscimo para cada 100 kWh consumido.

Já a bandeira vermelha acarreta um aumento ainda maior sobre a tarifa diante de condições mais custosas de geração de energia. A bandeira vermelha possui patamares 1 e 2.

Ano passado, no auge da pandemia, o sistema de bandeiras ficou suspenso de maio a novembro para aliviar os efeitos econômicos do coronavírus na população.

Bandeiras recentes

Na volta, em dezembro, a bandeira já voltou vermelha no patamar 2 em busca de conter a inflação do ano.

Em janeiro, no entanto, a bandeira foi reduzida para amarela e em maio passou para a vermelha patamar 1. Agora, junho e julho, estivemos na bandeira vermelha patamar 2, com uma cobrança de R$ 9,49 a cada 100 kWh consumidos.

Agora, com essa nova bandeira, a cobrança passará para R$ 14,20 nesta terça-feira.

O que podemos fazer?

É aquilo: o básico. O que consumidores pessoa física e pessoa jurídica precisam fazer é basicamente reduzir o consumo.

Segundo economistas, é preciso lembrar que água e energia são recursos escassos. Segundo economistas, essa é uma medida que ajuda na disciplina das pessoas e apenas pedir economia não é suficiente.

O Ministro de Minas e Energia afirmou que todos os cenários mostram que há oferta para a demanda de energia e as medidas estão surtindo efeito, mas ainda não levam a uma situação de normalidade e por isso as medidas estão sendo adotadas.

“Queremos mostrar para o consumidor que a energia está mais cara, mas adotando a redução do consumo essa energia será mais barata”

Afirmou o Ministro

Bônus na conta

Ainda vale lembrar que o governo criou um bônus de R$ 0,50 para cada kWh do volume de energia consumido acima da meta de 10% da redução para quem conseguiu reduzir o consumo de energia. Esse bônus na tarifa deve valer até uma redução de 20%

Para fins de parâmetro, hoje o preço médio é R$ 0,60 por kWh.

Adm

Bora fazer o básico? Nosso planeta pede!

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