Gastos com servidores federais é o menor em 26 anos

Segundo o Ministério da Economia, a política de redução de custos do governo deve ter seus frutos ao final do ano
Imagem do presidente Bolsonaro e ministro Paulo Guedes, simbolizando gastos com servidores federais

Mesmo com representantes dos servidores federais batendo de frente com a estratégia, o governo deve encerrar o ano com a tesoura de gastos bem afiada.

Gastos em queda

O Ministério da Economia informou que, até o final de 2022, o volume de gastos com servidores federais deve chegar ao menor patamar da história. De acordo com os dados da pasta, o percentual do PIB representando esse custo chegará em 3,4%. 

A série histórica do Tesouro Nacional teve início em 1997, e no período o percentual chegou a atingir os 4,2% do PIB. Por outro lado, o número de servidores ativos também caiu, chegando ao menor nível nos últimos 13 anos.

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O que tá rolando com os servidores federais?

Antes de tudo, vale lembrar que a queda já era esperada pelo governo federal, uma vez que essa era a estratégia empenhada pelo Ministério da Economia. Nesse sentido, o resultado pode ser encarado como uma vitória do presidente Jair Bolsonaro.

Na prática, o atual governo, ao assumir em 2019, recebeu cerca de 630 mil servidores federais na ativa. No entanto, segundo o Ministério da Economia, deverá entregar ao final do mandato do presidente, uma base de cerca de 630 mil funcionários federais.  

Explicando o resultado, o governo argumentou que a queda se deu, principalmente, pela digitalização de vários serviços que antes dependiam de pessoal. Além disso, o Ministério atribui o feito à extinção de cargos e ao congelamento de reajustes salariais.

Nem tudo são flores

De acordo com Rudinei Marques, presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas do Estado, não há nada de positivo nisso. Isto porque, para ele, o número de servidores deveria estar aumentando, já que a população também está crescendo.

Desta forma, Marques salientou que, junto com a estratégia de cortes viria a redução da qualidade e quantidade de serviços à população. Contudo, parece que, ao menos para o governo, a tesoura afiada deve continuar sendo motivo de orgulho.

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