Focus: Projeção para a inflação sobe pela 23ª vez e Selic sobe acelerada para 8%

PIB estimado cai pela 5º vez seguida, enquanto câmbio sobe devagar
inflacao

Hora do Boletim Focus! Mas antes:

O que é o Boletim Focus?

O “Boletim Focus” ou “Relatório Focus” é um relatório semanal feito pelo Banco Central que é publicado toda segunda-feira. 

Ele traz projeções estatísticas sobre diversos indicadores importantes da economia brasileira e serve como um referencial para entender quais devem ser os passos da nossa política monetária.

Vamos falar de inflação (IPCA), PIB, juros (Selic) e taxa de câmbio (dólar).

Vamos aos números:

IPCA: A estimativa subiu mais uma vez para a inflação. Isso porque o relatório indicou que a projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu cresceu pela 23ª semana seguida.

A projeção agora é de que o indicador suba para 8% em 2021. Semana passada, a previsão estava em 7,58%. Ambas bem acima da meta do Banco Central, em?

Qual a meta do Banco Central?

O CMN (Conselho Monetário Nacional, que é a maior autoridade financeira do Brasil) definiu que o IPCA deveria ficar em 3,75% em 2021, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo (ou seja, no mínimo 2,25% e no máximo 5,25%).

PIB: a expectativa caiu de 5,15 para 5,04, sendo esta a 5ª queda seguida.

O que é PIB?

Trata-se de um indicador que considera basicamente a soma dos bens e serviços do país para avaliar o quanto a economia deve crescer.

Taxa de câmbio (dólar): a projeção para a taxa de câmbio sobe de R$5,17 para R$5,20 em 2021.

Essa previsão pelo relatório Focus, a qual compara o real com o dólar, subiu levemente desde a semana passada.

Juros: expectativa para Taxa Selic aumenta novamente.

O mercado espera que nossa taxa básica de juros do Brasil, a Selic, fique em 8%. Semana passada, a previsão estava em 7,63%.

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Uma taxa Selic alta assim... Ja sabe, né? Esses juros altos são para tentar controlar a inflação 👀

Sobre a Taxa Selic, ela interfere diretamente no seu dia a dia. Isso porque ela serve como referência para todas as outras taxas de juros praticadas no país, seja de empréstimos ou de financiamentos.

Este indicador é utilizado para controlar a inflação. Na prática, quando os juros caem, os empréstimos e financiamentos ficam mais baratos. Como consequência, há um aumento do acesso ao crédito, o que estimula as pessoas a comprarem mais.

Com mais gente consumindo, a demanda aumenta, o que gera um cenário de aumento dos preços. Popularmente, isso é o que chamamos de inflação.

Já no cenário oposto, o acesso ao crédito diminui em meio aos juros altos. Assim, o país tem menos dinheiro em circulação e o consumo é reduzido, o que controla a inflação.

Apesar das estimativas do Banco Central, os dados oficiais sobre a performance da economia brasileira e seus indicadores serão divulgados somente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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