Euro e dólar ficam ombro a ombro pela primeira vez em 20 anos

A paridade vem logo após uma nova mexida no tabuleiro da Europa que teme uma recessão
Imagem de duas mãos entrelaçadas, simbolizando o Euro e Dólar

Com o movimento, os brasileiros que sonham em ganhar em moeda estrangeira atualizaram o significado de “tanto faz”, quando as opções são euro e dólar.

Euro e dólar, irmãos em altura

Nesta terça-feira (12), o Euro atingiu pela primeira vez desde 2002 o status de paridade com o dólar americano. Nesse sentido, o que o ADM quer dizer é que se hoje alguém quiser converter seus euros e viajar para os States, a troca dará o mesmo volume em dólar. 

Por volta das 11h30, a moeda da União Européia apresentava uma levíssima alta de 0,15% frente à moeda de Joe Biden. Contudo, a paridade ainda se mantinha, e 1 EUR, que é a sigla para o Euro, valia quase que precisamente 1 USD, a sigla para o dólar americano. 

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Calma! O que está havendo?

Nesse momento, “recessão” é a palavra que pressiona todo o cenário e tem deixado tanto governos quanto mercados ao redor do mundo de cabelo em pé. Com isso, há um forte medo de que uma severa crise se imponha ao mundo, e, sobretudo, ao continente europeu.

Desde que os dados pós-pandemia começaram a sair do forno, que os países têm visto a Europa com olhos de desconfiança. Para piorar, a guerra entre Rússia e Ucrânia aumenta as tensões no continente, e uma crise energética por lá já é vista como muitíssimo provável.

Ontem (11), a Rússia iniciou a manutenção do seu maior gasoduto que leva gás natural para a Alemanha, interrompendo o fornecimento. No entanto, o medo generalizado é que, por causa dos conflitos, o país de Putin estenda a paralisação, antes prevista para 10 dias.  

Mas e por que o dólar também não cai?

Primeiramente, não engane-se leitor: a situação nos EUA não está bem. No dicionário dos americanos, “recessão” também tem destaque. Contudo, por lá, o Fed, que é o Banco Central americano, vem lidando com isso ao aumentar firmemente sua taxa básica de juros.

Portanto, com a última alta em junho, a maior desde 1994, os EUA sinalizam ao mundo que está valendo a pena investir nos títulos do país. Nesse sentido, a política americana torna o dólar bem mais atraente, muito mais do que outras moedas, como a da caótica Zona do Euro.

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