Estatais apresentam lucro histórico em 2021

Apesar do desempenho, políticos tentam fazer alteração em lei que rege a gestão da empresas
Imagem de Gleisi Hoffmann, simbolizando crítica ao lucro das estatais

Entre brigas por privatizações e tentativas de mudança no quadro administrativo das empresas, o lucro das estatais decidiu colocar um fone nos ouvidos e subiu a serra.

Pódio para as estatais

Nesta sexta-feira (01), o Ministério da Economia divulga o desempenho das empresas que estão embaixo da aba do Estado. De acordo com os demonstrativos, em 2021, o lucro líquido apresentado por elas somou o incrível volume de quase R$ 188 bilhões.

Com o resultado do ano, as estatais federais alcançaram a marca de maior lucro da história. O número anual recordista é três vezes maior do que o de 2020, e já é o sexto consecutivo fora do vermelho, desde que, em 2015 e 2016, as empresas apresentaram prejuízo.

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Quem são as estatais com maior lucro?

Cerca de 98% do lucro vem de apenas 5 das estatais. Em primeiro lugar, a Petrobras, com R$ 107,3 bilhões. Depois o BNDES com R$ 34,1 bi. Na sequência, Banco do Brasil e Caixa com R$ 19,7 bi e R$ 17,3 bi, respectivamente. Em último, Eletrobras, com R$ 5,7 bilhões.

No entanto, o ministério afirmou que a situação positiva também está disseminada nas demais estatais. Das 28 empresas do levantamento, somente 4 tiveram prejuízo em 2021. São elas: Infraero, Companhias de Docas do CE e do RJ, além da Pré-Sal Petróleo.

Tem polêmica no ar…

O Ministério da Economia tem usado o bom desempenho das empresas como argumento para preservar a chamada Lei das Estatais. Por causa dela, indicados à chefia das estatais não podem ter participado de cargos públicos nos últimos 3 anos antes da indicação.

Além disso, sindicalistas e líderes de campanhas eleitorais também ficam impedidos. Contudo, tanto o presidente e políticos aliados ao governo, quanto a oposição, têm feito críticas à lei criada em 2016, quando muitas estatais estavam mergulhadas em escândalos.

De acordo com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, a lei representa a criminalização da política. Em discurso no dia 22 de junho, a deputada acusou o setor privado de ser o maior culpado pela corrupção, afirmando que políticos nas estatais poderiam preservar os interesses sociais.

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