Estado ostenta recorde de arrecadação

O último mês de maio foi o mais guloso dos últimos 27 anos
Imagem do impostômetro, simbolizando arrecadação estatal

Seja da turma do “imposto é roubo” ou do “imposto é necessário”, o fato é que a arrecadação no mês passado foi a maior desde 1995. 

Um dinheirinho pro Estado, por favor

Nesta quinta-feira (23), a Receita Federal divulgou o levantamento sobre a arrecadação federal de impostos para o último mês de maio. De acordo com os dados, em comparação com o mesmo mês do ano passado, a arrecadação atingiu o patamar de R$ 165,3 bilhões.

Com o resultado 4,1% maior do que em 2021, maio deste ano se apresenta como o mais faminto desde 1995, quando a série histórica teve início. No entanto, pelo visto, não será somente o mês de maio que entrará para a história da gula tributária.

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No acumulado deste ano de 2022, o Estado já recolheu R$ 908,5 bilhões, representando um aumento de 9,75% quando comparado com o mesmo período de 2021. Portanto, também com o resultado anual, a arrecadação em 2022 já é a maior em 27 anos.   

Na verdade, o resultado poderia ser ainda mais expressivo se, em maio, a tributação não tivesse caído 15,65% quando comparada com o mês anterior. Isto porque, em abril, o governo conseguiu acumular R$ 195 bilhões.

O que explica o recorde?

Sabemos que na dieta do Estado, o grupo de macronutrientes mais importante, e quase único, é o dos impostos. Porém, para que o Estado possa se alimentar, a produção e o consumo da população precisam estar em níveis saudáveis.

Devido às restrições dos últimos dois anos, os motores da economia foram afetados, atrapalhando toda a dinâmica da tributação estatal. Com a retomada nos últimos meses gerando mais empregos, mais produção e mais consumo, a arrecadação também subiu. 

Além disso, com a inflação em alta, o que tem impulsionado o Banco Central a aumentar a Selic, que hoje encontra-se em 13,25%, o governo federal pôde pegar uma fatia ainda mais gorda dos investidores que possuíam títulos atrelados à taxa.

Na prática, o volume de impostos acumulado em 2022 seria suficiente para que uma pessoa vivesse com 10 salários mínimos por 6,2 milhões de anos. Será que dá pro gasto?

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