Dólar em alta: perto dos R$ 5 novamente, o que aconteceu?

Até quinta-feira passada a moeda americana estava em R$ 4,62 e nesta manhã é cotada em R$ 4,97
Imagem de várias notas de um dólar

Vou te contar os motivos para essa subida brusca do dólar, mas preciso que leia tudo para que nenhuma informação fique incompleta, posso contar com você? Combinado? Então vamos lá!

Muitas pessoas não estão entendendo o que está acontecendo. De uma hora para outra, a moeda americana que estava em desvalorização, agora está voltando a subir forte. 

O que aconteceu?

No fechamento do mercado da última quinta-feira (21), o dólar era cotado a R$ 4,62. Contudo, de lá para cá, o real se desvalorizou fortemente. Nesta manhã, a moeda americana acumula um crescimento de 7,5% no seu preço desde a semana passada.

Comparado com outras moedas de países emergentes, o Brasil ficou com o pior desempenho nas últimas duas sessões. Essa é a maior alta em tão pouco tempo, desde o famoso “Joesley Day”. 

Quais os motivos para essa alta do dólar?

O principal motivo está do outro lado do mundo, na China. Os novos casos de coronavírus, trouxeram junto uma ameaça de um novo lockdown em Pequim. Além de Xangai que já está em lockdown há um mês.

Essas novas restrições podem ter impacto imediato na China. Mas com certeza refletirá no mundo todo, já que estamos falando da segunda maior economia do mundo. 

O primeiro efeito disso será nas commodities, que basicamente são matérias primas produzidas e comercializadas em grande escala, já que o país chinês é um dos maiores exportadores do mundo.

Com isso, a tendência é a queda dos preços das commodities, já que muitos investidores que buscam lucrar com a volatilidade, estão trocando os produtos por dólar, valorizando a moeda americana. 

Junto a isso, tem as declarações do Federal Reserve, Banco Central dos Estados Unidos, afirmando que na próxima reunião para definir a taxa de juros do país, deverá confirmar os rumores de mais um aumento de 0,5 ponto percentual

Dessa forma, a renda fixa americana começa a remunerar mais, e mais pessoas acabam optando por tirar dinheiro de países emergentes, mais voláteis e investir em algo mais seguro como os títulos públicos americanos.

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