Diesel pode sumir no norte e nordeste

Presidente de associação de importadores faz o grave alerta.
Imagem de diesel saindo da mangueira da bomba de combustível

A crise dos combustíveis parece estar longe de ser resolvida, e a preocupação da vez está direcionada ao abastecimento de diesel no país.

De onde vem o alerta?

O presidente da Abicom, Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis, Sérgio Araújo, afirmou nesta terça-feira (7) que o risco de faltar óleo diesel no país é grande. Segundo ele, as regiões que estão mais vulneráveis são a norte e nordeste.

Na prática, as regiões citadas por Araújo encontram-se nessa situação por uma questão de disponibilidade de refinarias. No caso dessas regiões, há uma forte dependência das demais refinarias do país, ou então da importação do combustível.

Leia mais:

Previsões na mesa e INFLAÇÃO piorando

Elon Musk pistola ameaça pular fora do Twitter

Por que existe crise do diesel?

A princípio, o setor de combustíveis ainda sofre os impactos causados pela pandemia de coronavírus, o que enfraqueceu fortemente a demanda e produção. Além disso, a série de conflitos entre Rússia e Ucrânia colocou pimenta na distribuição mundial do produto.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o país importa cerca de 30% do diesel consumido internamente. Desse volume, os EUA são responsáveis por 80%. Com a guerra, o grande amigo tem voltado suas atenções para suprir a Europa, afetando a disponibilidade por aqui.

Onde isso pode parar?

No dia 27 do mês passado, a própria Petrobras já havia alertado sobre a possível falta de combustíveis, o que dá um tom muito mais sério ao alerta, em especial para os caminhoneiros que já falam novamente em greve nacional.

Hoje, o preço do diesel no Brasil é cerca de 3% menor do que no resto do mundo, mesmo com os aumentos recentes da Petrobrás. Com isso, os importadores acabam ficando menos competitivos ao precisar repassar os custos, o que às vezes não é viável.

Segundo o presidente da Abicom, os importadores sentem o cenário, uma vez que já estão enfrentando dificuldades. Contudo, para ele, o próximo semestre pode ser ainda pior do que o atual por causa da demanda crescente no exterior, somada à ausência da Rússia no jogo.

Inscreva-se na nossa newsletter!