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Desemprego volta a bater 14,7% no último trimestre móvel e mantém recorde

O trimestre que começa em fevereiro e termina em abril registrou um total de 14,8 milhões de pessoas desocupadas, quer entender o que isso influencia na sua vida?
Carteira de Trabalho e Previdência Social Brasileira
Geraldo Bubniak

Para você que tem o seu trabalho, esses dados também podem te impactar, mesmo que indiretamente!

Se quiser descobrir melhor esses impactos, continua aqui que eu te conto.

Isso tudo porque a taxa de desemprego bateu 14,7% no último trimestre móvel, começando em fevereiro e terminando em abril.

Esses dados foram coletados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad contínua) organizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o relatório, o número de pessoas desocupadas chegou a 14,8 milhões de pessoas. Aí vem uma pergunta, por que “desocupadas” e não “desempregadas”?

Bom, é importante ressaltar que quando falamos de pessoas “desempregadas” refere-se às pessoas que estão sem emprego.

Já quando falamos sobre pessoas “desocupadas”, segundo a definição do próprio IBGE, são pessoas que não possuem emprego, mas tomaram alguma atitude para encontrar um trabalho.

Isso quer dizer que essa métrica só conta com as pessoas que estão procurando algo, quem não está ou não fez nada para encontrar um trabalho, não entra na estatística.

Segundo a Refinitiv, a projeção do mercado referente à taxa de desemprego estava em 14,7% assim como o registrado efetivamente pelo IBGE, ou seja, sem surpresas por aqui.

De acordo com o IBGE a:

“taxa e o contingente de desocupados mantêm o recorde registrado no trimestre encerrado em março, o maior da série desde 2012”

Comparando com o mesmo trimestre, mas de um ano atrás, o número de desocupados era de 12,8 milhões e passou para 14,8 milhões, um aumento de 15,63% no período.

Já em comparação entre pessoas ocupadas no mesmo período do ano passado, os dados mostram um resultado negativo, com uma diferença de 3,3 milhões de pessoas a menos entre os ocupados.

Lembrando que esta taxa de desemprego é muito importante para entendermos a nossa situação econômica.

Pense comigo, se a inflação, como os Compassers já sabem, é o aumento desproporcional de dinheiro na economia em comparação com a criação de riqueza, quanto menos riqueza criarmos (serviços ou produtos), mais essa diferença vai aumentar e causar a inflação.

E pensando que o fator que efetivamente cria riqueza é o trabalho, quanto mais pessoas desempregadas, menor é a criação de riquezas para o país, consequentemente, maior o potencial de aumento dos preços dos produtos e serviços, a famosa inflação.

Com as medidas assistencialistas do governo, somado com a taxa recorde de desemprego, é bom ficar de olho nos preços dos produtos do mercado, viu?

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