Copom: Taxa Selic sobe para 4,25% ao ano em terceira alta seguida

Ela ainda poderá superar 6% este ano, entenda mais sobre a reunião do Copom Categoria: economia.
Fachada do Banco Central do Brasil, Brasília.

Ontem rolou a famosa reunião do Copom. Nessa reunião o Banco Central elevou a taxa Selic em 0,75% ponto percentual, resultando no valor de 4,25% ao ano. Os analistas projetam que ela supere os 6% no fim desse ano.

“Tá, mas quem é Copom?”

Copom é o Comitê de Política Monetária, um órgão do Banco Central que foi criado pra traçar e acompanhar as políticas a respeito do dinheiro no país, sendo responsável para estabelecer a direção e a meta da taxa Selic e analisar a inflação. Ele é composto pelos 8 membros da diretoria do BC.

“E com que frequência ocorrem essas reuniões?”

O Copom se reúne 8 vezes ao ano (a cada 45 dias). No primeiro dia de reunião são feitas análises do cenário brasileiro e mundial no aspecto financeiro e no segundo, a partir das análises, os membros tomam a decisão da taxa básica de juros.

“Taxa básica de Juros? Que raio é isso?”

A taxa básica de juros da nossa economia é a Selic. Ela influencia desde o tanto de juros que você vai pagar ao banco quando faz um empréstimo até o que o investidor da renda fixa recebe quando investe. Ela determina, por exemplo, o tanto que a poupança rende (poupança nem é investimento *nojo*).

Como consequência, ela serve como estratégia para manter a inflação dentro de determinada faixa para estabilizar a economia, evitar descontrole de preços, perda do nosso poder de compra, etc. *emoji de olhos* 

Por exemplo: quando a economia está muito aquecida e os preços muito altos, a Selic sobe pra dar uma “acalmada” – espera-se que, com juros mais altos, o consumo seja desestimulado. Da mesma forma, a Selic pode diminuir como forma de estimular a movimentação do mercado, facilitar empréstimos, etc.

Uma Selic baixa, no entanto, pode desestimular os investimentos em renda fixa também, uma vez que seus rendimentos são baseados em juros. 

Ah! E o nome “Selic” vem de:  Sistema Especial de Liquidação e de Custódia

Bom, voltando à reunião de ontem, agora a visão é que o Banco Central abriu espaço para que o ritmo de altas da Selic aumente de maneira mais acelerada nas próximas reuniões – começando pela próxima, que será no início de agosto.

 Além disso, inclusive, a Selic poderá encerrar o ano de 2021 acima da atual previsão do relatório Focus que era de 6,25%. O mercado antes encontrava termos como “ajuste parcial” da taxa básica de juros, sendo que ontem o comunicado do Copom trocou esse termo para uma indicação de um patamar “neutro”, pois diante da inflação esse seria um cenário crítico e limitado, segundo analistas.

Essa neutralidade era algo esperado, além de mais uma leve subida da taxa, mas a abertura para um crescimento mais acelerado –com a possibilidade de 1 ponto percentual – na próxima reunião foi uma novidade para o mundo dos investimentos, segundo o InfoMoney. 

Ao mesmo tempo em que o Banco Central diz que a deterioração das expectativas da inflação para o horizonte relevante pode exigir uma redução mais oportuna dos estímulos monetários, o comitê manteve o trecho que dizia prever uma nova alta de juros na mesma magnitude para a próxima reunião.

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