Copom indica que Selic vai trabalhar mais

Para o comitê, será necessário um tempo maior para conter a inflação
Imagem do Banco Central, simbolizando o Copom

O Copom, como personal trainer da Selic, está gritando no ouvido da taxa para que ela aguente por mais tempo o peso do cenário de ajustes. Como você fica nessa história?

A hipertrofia da Selic

Nesta terça-feira (21), o Copom publicou uma ata onde admitiu que a inflação preocupa e que a taxa Selic precisará se manter musculosa. Nesse sentido, a declaração se alinha com os últimos ajustes na taxa, que vem em uma subida ao infinito e além.  

Desta vez, o Banco Central (BC) mudou um pouco o tom. Antes, a expectativa era de que a inflação para 2023 ficasse no centro da meta, que está entre 1,75% e 4,75%. Agora, o discurso relaxou e já admite ficar ao redor da meta, ou seja: está difícil conter a inflação. 

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Quem é o Copom?

Comitê de Política Monetária. Este é o nome completo do simpático. Na prática, o comitê, que está ligado ao Banco Central, é o responsável por definir os rumos da estratégia monetária no país, principalmente ao brincar com a Selic, a taxa básica de juros.

Por sua vez, a Selic é a ferramenta que o Copom utiliza para conter a inflação. Ao subir a taxa, como é o caso atual, o BC força que o custo dos financiamentos e empréstimos no país aumentem, o que encarece o consumo no país, assim reduzindo a inflação.

O que o Copom vê no futuro?

Como profeta do apocalipse, o comitê declarou que espera uma segura desaceleração na economia mundial. De acordo com a ata, a situação entre Rússia e Ucrânia deve se manter, o que afetaria diretamente a oferta de alguns itens, pressionando ainda mais a inflação.

Para o Brasil, o Copom entendeu que, com as medidas para conter preços internamente, como a proposta de redução do ICMS, pode haver uma redução sensível na inflação em 2022. No entanto, o reflexo disso será de uma inflação um pouco maior no ano seguinte.

Por isso, a taxa Selic, que na semana passada sofreu um reajuste de 12,75% para 13,25%, deverá, na próxima reunião do Copom em agosto, passar por um novo aumento de até 0,5%. Na prática, os investimentos atrelados à taxa, agradecem. E você, está grato?

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