China impõe lockdowns e o Brasil paga a conta

A estratégia chinesa de “covid zero” vem causando fortes impactos
Bandeiras da China e do Brasil

Não é novidade que os impactos da pandemia persistem até hoje nos países, mas, pelo visto, a China vai continuar fazendo o mundo lembrar ainda por muito tempo do Covid-19.

Álcool em gel, por gentileza

A China não descansou, e parece que não vai descansar tão cedo, no que diz respeito à pandemia. O país, que adotou a estratégia de não querer nem ouvir falar de casos de Covid em seu território, vem adotando novos lockdowns, mas sem muita expectativa de término.

No entanto, apesar de querer impedir novos surtos da doença no país, a China, como consequência, tem aplicado um mata leão em seus parceiros. O Brasil, dentre eles, já está roxo com as medidas, e dados do Ministério da Economia apresentam o quadro geral.

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O que disse o Ministério?

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), de janeiro a maio deste ano, o Brasil reduziu em 11,2% o volume total de mercadorias exportadas para a China. Os dados são referentes à comparação do volume exportado no mesmo período do ano passado.

Contudo, o grande problema está com um tipo específico de produto: o minério de ferro. A China, em 2021, foi responsável por mais de 64% das exportações brasileiras do item, que inclusive, dentre todos, é o produto brasileiro mais enviado para o mundo.

Na prática as exportações foram de 84,15 milhões de toneladas de janeiro a maio de 2021, para 77,62 milhões no mesmo período deste ano. Uma séria redução de 7,76%, para um país que chegou a vender US$ 37 bilhões só de minério de ferro para a China.

O que tá rolando na China? 

Em geral, o cenário chinês é complexo, e os lockdowns pioram ainda mais as coisas. Com as cidades fechadas, as obras pararam, o que afetou a demanda pelo produto e reduziu as importações. Os portos fechados também contaram demais para as perdas no Brasil. 

O problema é que a China, diferente dos demais países do mundo, não parece querer conviver com a Covid, que, aparentemente, veio para ficar. Como será daqui pra frente?

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