Câmara aprova Auxílio Brasil de R$ 400 em caráter permanente

Valor anterior era em média de R$ 233 por família
Foto da Câmara que aprovou o auxílio Brasil

Ontem a Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória que estabelecia o valor de R$ 400 de Auxílio Brasil, mas agora em caráter permanente. Na versão original o pagamento acabaria em dezembro deste ano. 

Então os deputados aprovaram o Auxílio Brasil?

Ontem os deputados analisaram uma Medida Provisória, MP, assinada pelo presidente Bolsonaro, que estabelecia um valor mínimo de R$ 400 de Auxílio Brasil para famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza. 

Lembrando que famílias em situação de extrema pobreza são aquelas em que cada membro recebe até R$ 105. E as famílias em situação de pobreza têm uma renda per capita entre R$ 105 e R$ 210 por mês.  

Na versão original, o valor adicional seria pago até dezembro de 2022. Contudo, com 418 votos favoráveis e apenas 7 contrários, a Câmara estabeleceu o pagamento em caráter permanente. Anteriormente, o valor era em média de R$ 233 por família. 

A oposição tentou elevar a quantia para R$ 600. Porém, foi vencida. 

Quanto o Auxílio vai custar?

De acordo com a emenda, que estabelece o pagamento de forma permanente, o custo anual para o cofre brasileiro será de R$ 47 bilhões. 

Agora, a MP segue para a mesa do Senado, e deverá ser analisada até o dia 16 de maio. Caso contrário, a Medida Provisória expira, e o valor adicional deixará de ser pago, retornando o anterior de cerca de R$ 233. 

Essa medida é boa ou ruim?

É importante prestar um auxílio para os mais pobres, principalmente no momento atual de pós-pandemia, que ainda não acabou, e uma guerra que ainda está acontecendo. 

Por outro lado, para que a economia de um país siga em um patamar considerado saudável, é necessário que haja equilíbrio nas contas públicas. 

Ou seja, para aumentar despesas de um lado, é necessário cortar gastos de outro. E por hora, não há uma explicação por parte dos nossos representantes políticos de onde virá esse dinheiro. 

Logo, surge uma preocupação. Porque se não houver uma redução de gastos do governo, a outra solução para sustentação do Auxílio Brasil será o aumento de impostos. O que, por óbvio, castiga ainda mais os mais pobres. 

E aí? o que o governo vai fazer? Cortar gastos ou aumentar os impostos?

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