Brasil tem maior arrecadação de impostos para um 1° semestre em 21 anos

Nos seis primeiros meses do ano, foram arrecadados mais de R$ 881 bilhões. Sentiu no bolso, compasser?
Mão segurando várias notas de 100 reais

A arrecadação de impostos federais chegou a R$ 881,996 bilhões no primeiro semestre de 2020, conforme os dados divulgados pela Receita Federal. O valor indica um aumento real de 24,49% em comparação aos meses de janeiro a junho de 2020. Além disso, representa a maior arrecadação desde 2000.

 

Adm Explica

Se você ainda não entendeu o conceito de aumento real, calma que eu te explico! Este termo se refere à alta descontada da inflação. Ou seja, neste caso, a comparação é realizada sem perder o poder de compra do dinheiro. 

De acordo com o relatório, o valor arrecadado em junho também é o melhor desde 2000. No mês passado, o governo federal arrecadou R$ 137,1 bilhões, uma alta de 46,7% em comparação ao mesmo período do ano passado.

O que causou essa alta?

Ainda segundo a Receita Federal, um dos fatores que gerou este avanço surpreendente foi a arrecadação de impostos das empresas e pessoas jurídicas em geral. 

Isso porque, entre janeiro e junho deste ano, o governo levantou R$ 20 bilhões somente em IRPJ, como é intitulado o imposto sobre a renda das pessoas jurídicas, e em CSLL, que é a denominação dada ao imposto que as empresas precisam pagar para continuar operando.

Por outro lado, a situação foi bastante diferente no ano passado… Em meio aos impactos da pandemia de Covid-19, o valor arrecadado com esses mesmos tributos foi de apenas R$ 2,8 bilhões no primeiro semestre de 2020, segundo a Receita. 

Além disso, em 2020, a crise causada pelo coronavírus fez com que o governo adiasse o pagamento de alguns tributos, o que também ocorreu neste ano. Porém, segundo o governo, menos empresas optaram por esta prorrogação em 2021.

E o que isso significa? 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, foi rápido ao comentar o aumento da arrecadação. Segundo ele, os dados divulgados pela Receita são um sintoma da retomada do crescimento econômico do Brasil.

O ministro disse ainda que a arrecadação deve superar, até o final deste ano, os níveis registrados antes da crise econômica iniciada no final de 2014. 

"O que nós vamos fazer é justamente pegar uma parte desse aumento de arrecadação e transformar isso numa redução de alíquotas e simplificação de impostos, como sempre prometemos"

Paulo Guedes

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