Bolsonaro diz que pedirá fim da bandeira de escassez hídrica em novembro

"Chuvas recentes amenizam, mas não resolvem o problema", dizem autoridades
Imagem do presidente Bolsonaro, sinalizando Auxílio Brasil

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira que pretende determinar a reversão da bandeira de escassez hídrica pelo Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. A bandeira trazia uma taxa adicional sobre a conta de luz diante da crise que o Brasil passa.

Anunciada em 31 de agosto pelo Governo, a bandeira da escassez hídrica tem como objetivo financiar o acionamento das usinas térmicas usadas para o abastecimento, já que em meio a esta crise hídrica, as reservas não estavam dando conta.

A previsão, ao ser anunciada, era que a bandeira acabasse em 30 de abril em 2022. No mês anterior, no entanto, Bento Albuquerque disse que não havia previsão do fim. Isso porque “mês a mês as afluentes são menores” e isso diminui a previsibilidade do fim desta crise.

“Dói a gente autorizar o ministro decretar bandeira vermelha (...) vou determinar a ele que volta à bandeira normal a partir do mês que vem”

disse Jair Bolsonaro

  • A taxa trazia um aumento de quase 50% em relação ao que estava em vigor no mês anterior, que era a bandeira vermelha patamar 2.

“Meu bom Deus nos ajudou agora com chuva”, disse o presidente em evento evangélico em Brasília, onde também afirmou que vai determinar que a partir do mês que vem a bandeira volte ao normal.

Mas vale dizer: o diretor geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Ciocchi, afirmou que as chuvas recentes amenizam, mas não resolvem o problema da escassez hídrica que nosso país enfrenta.

"Essa chuva vem em boa hora, mas não resolve o problema. É muito cedo para ter a real percepção da estação chuvosa"

disse Ciocchi durante evento

Com uma situação mais confortável, as termelétricas mais caras poderão sair, mas a mobilização em prol de enfrentar este problema deve continuar, segundo Ciocchi.  “Ao término desta estação chuvosa vamos avaliar“, afirmou.

As distribuidoras de energia trouxeram ao Ministério de Minas e Energia (MME) que a nova bandeira, inclusive, não será suficiente para cobrir todos os recursos que foram usados para a segurança energética, segundo Marisete Pereira, secretária executiva do MME.

“Os preços dos combustíveis estão subindo muito”, ressaltou.

O Brasil vive a pior crise hídrica em 90 anos e é verdade que alguns caminhos propostos doem no bolso da maior parte dos brasileiros.

Quem aí já sentiu na conta de luz a diferença depois da mudança para a nova bandeira?

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