Bolívia reduz envio de gás natural para o Brasil

Preços podem subir nas próximas semanas
Imagem da Petrobras que sofre processo da CVM

A estatal da Bolívia, YPFB, reduziu em 30% o envio de gás natural para o Brasil. A Petrobras já adiantou que vai tomar as medidas cabíveis.

Bolívia atrasando para o Brasil?

A Petrobras confirmou a redução em 30% do envio de gás natural por parte da Bolívia. Mas, acrescenta que essa diminuição não estava prevista em contrato e que vai tomar as medidas cabíveis. 

Isso porque o acordo previa a entrega de 14 milhões de metros cúbicos por dia durante o inverno aqui no BR. Inclusive, esse volume poderia chegar a 18 milhões de m³ /dia entre maio e setembro. 

Por que essa quebra de contrato?

De acordo com a agência de notícias Reuters, a Argentina comprou parte da produção do gás da Bolívia. 

Aliás, a YPFB, informou à  Petrobras que havia fechado negócio com nossa vizinha por um preço mais elevado, e que por isso reduziria a entrega de gás natural para o Brasil em 4 milhões de metros cúbicos por dia. 

Ainda, segundo a agência, essa operação com a Argentina é tão vantajosa para a estatal boliviana, que mesmo tendo que pagar multas por quebra de contrato, vai receber mais do que recebe no acordo com a Petrobras.

E o que a Petrobras vai fazer?

Não há uma resposta clara da petroleira brasileira, apenas informou que há previsão de consequências para aquele que descumprir com o acordo, e que não vai deixar barato para a Bolívia. 

Ainda, agentes do setor avaliam que os impactos desse corte no envio do gás natural pode fazer com que haja um aumento de preços para os brasileiros. 

Isso porque a Petrobras vai ter que correr para encontrar outro fornecedor para suprir a falta deixada pela empresa boliviana. 

E como os senhores já sabem, quem tem pressa paga mais caro. Ou seja, um novo contrato com outro vendedor para entrega rápida vai elevar os custos, e quem paga por esse aumento? 

‘Acertô, miserávi’. 

Lembrando que o gás natural é muito utilizado como matéria prima pela indústria de fertilizantes, por exemplo. Também é muito útil como combustível para veículos pesados, e mesmo para veículos de passeio. 

Isso significa que a redução no fornecimento de gás para o Brasil pode fazer com que o preço de alimentos e combustíveis suba ainda mais. 

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