Boletim Focus: expectativas para inflação seguem subindo, assim como para a Selic e o PIB

Ao contrário da semana anterior, taxa de câmbio agora sobe – mas beirando certa estabilidade
Banco Central do Brasil à Noite

“O que é o Boletim Focus?”

Trata-se basicamente de um relatório semanal feito pelo Banco Central (BC) baseado nas projeções estatísticas que o mercado oferece sobre vários indicadores importantes da economia do país.

Funciona como um termômetro da nossa economia e como um referencial para entender quais devem ser os passos da nossa política monetária.

IPCA (6,11%)

O que é o IPCA?

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o indicador oficial da inflação brasileira, ou seja, através desta métrica é que acompanhamos a evolução no crescimento dos preços. Quando falamos de inflação, estamos basicamente falando do IPCA.

Pela 14ª semana seguida a previsão para o IPCA sobe, agora ultrapassando os 6% ao ano e ficando cada vez mais distante da previsão estipulada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), de 3,75% até 5,25%.

Vale lembrar: é apenas uma estimativa de mercado, mas é preocupante quando se olha para a meta. Caso isso continue, serão necessárias medidas restritivas quanto à nossa política monetária.

O resultado oficial será divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

PIB (5,26%)

O que é o PIB?

O Produto Interno Bruto (PIB) é calculado pela soma de todos os bens e serviços finais produzidos no Brasil. É o indicador que avalia a evolução da economia do país.

Na décima segunda alta seguida, essa projeção é positiva uma vez que este resultado sinaliza uma recuperação da baixa que ocorreu ano passado e indica nossa economia retomando seus rumos.

Taxa de Câmbio (R$ 5,05)

A taxa de câmbio é basicamente o valor que uma moeda vale comparada a outra. Neste caso é sempre comparado o real com o dólar.

De semana passada pra essa semana, ela subiu em 0,01. Ou seja, quase estabilidade, mas com sinal de fumaça de subida.

Taxa Selic (6,63%)

A taxa Selic é a taxa básica de juros do Brasil. Justamente por ser a “taxa básica” é que ela é a referência para todas as outras taxas de juros praticadas no país, seja de empréstimos ou de financiamentos.

Ela tem como função principal ser uma ferramenta para controlar a inflação. Deixe eu te explicar: com a queda da taxa de juros, os empréstimos e financiamentos ficam mais baratos, o que gera um aumento do acesso ao crédito e isso faz mais dinheiro entrar na economia e estimula as pessoas a consumirem mais produtos.

Isso, por sua vez, aumenta a demanda e consequentemente ocorre o aumento dos preços – gerando o cenário da inflação.

Em uma situação oposta, no caso de as taxas subirem, os empréstimos e os financiamentos ficariam mais caros e isso limitaria o acesso ao crédito. Dessa forma, o país teria menos dinheiro em circulação, o que desestimularia o consumo, dado que as pessoas tenderiam a guardar o dinheiro – o que controlaria, por sua vez, a inflação.

Agora, a projeção do relatório Focus para a taxa Selic teve uma leve alta: dos 6,50 da semana passada, agora foi para 6,63 a.a. (ao ano).

Vai pra renda fixa ou não vai? Não se esqueça da inflação, em, Compasser!

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