Boletim Focus: Após reunião do Copom, previsão para a Inflação sobe novamente

Enquanto isso, estimativas para Taxa de câmbio e PIB se mantém constantes
Imagem do Banco Central, simbolizando o Copom

O que é o Boletim Focus?

Relatório semanal feito pelo Banco Central (BC), o Boletim Focus é publicado toda segunda-feira traz projeções estatísticas sobre vários indicadores importantes da economia do país. 

Funciona como um termômetro da nossa economia e como um referencial para entender quais devem ser os passos da nossa política monetária.

IPCA (6,88%)

Indicador oficial da inflação brasileira, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) é a métrica por meio da qual se acompanha a evolução no crescimento dos preços – a inflação. 

Pela 18ª semana seguida, a previsão para o IPCA sobe, mais uma vez se distanciando daquilo que o Conselho Monetário Nacional previa, que estava na faixa de 3,75% a 5,25%.

Vale lembrar: é apenas uma estimativa de mercado, mas é preocupante quando se olha para a meta. Caso isso continue, serão necessárias medidas restritivas quanto à nossa política monetária.

O resultado oficial será divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

PIB (5,30%)

O Produto Interno Bruto (PIB) é calculado pela soma de todos os bens e serviços finais produzidos no Brasil. É o indicador que avalia a evolução da economia do país, basicamente.

A projeção dessa semana segue no mesmo valor da semana passada, indicando uma situação aparentemente estável.

Taxa de Câmbio (R$ 5,10)

A taxa de câmbio é basicamente o que uma moeda vale comparada à outra. Neste caso, a comparação é do real com o dólar. Assim como ocorreu com o PIB, a estimativa segue a mesma da semana anterior. Estabilidade, será? 

Taxa Selic (7,25%)

A taxa Selic é a taxa básica de juros do Brasil, sendo a referência para todas as outras taxas de juros praticadas no país, seja de empréstimos ou de financiamentos. Ela tem como função principal ser uma ferramenta para controlar a inflação. 

Funciona assim: com a queda da taxa de juros, os empréstimos e financiamentos ficam mais baratos, o que gera um aumento do acesso ao crédito e isso faz mais dinheiro entrar na economia e estimula as pessoas a consumirem mais produtos. Isso, por sua vez, aumenta a demanda e consequentemente ocorre o aumento dos preços – gerando o cenário da inflação.

Em uma situação oposta, no caso de as taxas subirem, os empréstimos e os financiamentos ficariam mais caros e isso limitaria o acesso ao crédito. Dessa forma, o país teria menos dinheiro em circulação, o que desestimularia o consumo, dado que as pessoas tenderiam a guardar o dinheiro – o que controlaria, por sua vez, a inflação.

E após semana passada – que aconteceu a reunião do Copom – a Selic ter subido para 5,25%, agora a projeção do relatório Focus subiu para 7,25%. Será que a renda fixa está dando seus sinais de volta? 

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