BNDES perde um terço do tamanho que tinha há 10 anos

Em 2013 banco emprestou 190 bilhões enquanto que em 2021 foram 64 bi
fachada do BNDES

Banco estatal criado em 1952 visava promover o desenvolvimento econômico fazendo empréstimos camaradas. 

Quem é que dá dinheiro para o BNDES emprestar? 

Chuta! Duvido você acertar! 

Brincadeira. O dinheiro que a estatal empresta vem principalmente do tesouro nacional e dos fundos FAT e PIS e PASEP. Por óbvio, essas verdinhas vem do contribuinte. 

O banco criado por Getúlio Vargas já foi maior que a sua vontade de ganhar na mega. Para se ter uma noção, em 2013, a estatal bateu seu recorde somando R$ 190 bilhões em empréstimos. 

A intenção era amenizar para aqueles que desejavam desenvolver algum projeto interessante e que não estivesse conseguindo um incentivo de um banco privado.

Assim, a estatal emprestaria, com juros mais baixos, faria sua parte como apoiador de bons negócios e faturaria com a devolução com acréscimos de seu empréstimo. 

Contudo, fechou o ano de 2021 estimando um valor de R$ 64 bi, o que ainda é muito, de fato, mas considere essa queda e você verá que o banco perdeu seu papel de protagonista. 

O que será que houve para cair tanto? 

Levando em conta  que o banco é administrado pelo governo, é natural que a mudança do viés político provoque um levante ou uma queda no acionamento de uma determinada instituição. 

A princípio, durante os governos dos ex-presidentes Lula e Dilma, o BNDES costumava ser uma gatinha cobiçada. 

Todavia, já no curso da administração do atual governo de Jair Bolsonaro, a gatinha ganhou má fama e passou a ser menos desejada. 

Críticas e polêmicas sobre os empréstimos fornecidos pela estatal para agentes que pouco necessitavam e para países com fama de maus pagadores, mancharam o nome da empresa.

E quais os planos para voltar a ser querido de novo? 

Com a nova gestão da administração do banco, a ideia é voltar às origens e emprestar para o microempreendedor, pequenas e médias empresas. 

Certamente algo muito importante, sobretudo considerando que a pandemia inibiu o crescimento desse setor. O que se espera é sua retomada. 

Além disso, tentar um acordo e mandar umas cartinhas de cobrança para os países que estão dando calote até agora como; Cuba, Venezuela e Moçambique, ajuda a resgatar a moral da empresa. 

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