Banco Central planeja encerrar a alta dos juros em maio

O mercado já não acha isso possível, vem entender melhor
Fachada da Banco Central, responsável pelo Copom

Será que o impossível é só questão de opinião? Será que o Banco Central pode acabar com a alta dos juros pode acabar ainda esse ano? E como fica a inflação? Vou explicar tudo.

O mercado ainda está absorvendo algumas novas informações, a respeito da ata da reunião do Copom.

E o que mais divide opinião é sobre a postura do Banco Central, em relação aos rumos da política monetária do país e um possível fim da alta da taxa selic.

Vamos por partes, o que é a taxa selic?

Primeiramente, a taxa selic é a taxa básica de juros do Brasil, é a principal ferramenta do Banco Central, em combate a inflação.

Dessa forma, a Selic influencia diretamente nos juros cobrados em empréstimos e financiamentos, além de impactar a rentabilidade dos títulos de renda fixa.

Para entender melhor, vou explicar a dinâmica do Banco Central.

Em um cenário de inflação baixa ou controlada, o BC geralmente diminui a Selic para que os juros caiam e a população tenha maior acesso ao crédito.

Assim, pegar dinheiro emprestado ou mesmo os juros de um financiamento, são mais baratos.

Isso faz com que as pessoas tenham mais dinheiro disponível para gastar e consequentemente, isso aumenta a demanda por produtos e serviços, causando a inflação.

Para combater isso, o BC aumenta os juros para que os empréstimos e financiamentos fiquem mais caros e diminua o acesso ao crédito.

Com isso, o BC acaba desestimulando o consumo e aliviando essa pressão e diminuindo os preços.

Voltando a ata do Banco Cental…

No documento o Banco Central indica que a sua intenção é encerrar o ciclo de alta dos juros na próxima reunião, com o último aumento de um ponto percentual (p.p.).

Contudo, isso virou uma grande discussão entre os analistas. Eles entendem que isso pode acontecer e quem ache isso impossível por conta do panorama macroeconômico atual.

O que causa essa falta de consenso entre os analistas é que estamos em um cenário em que a inflação continua acima dos dois dígitos, conflitos entre Rússia e Ucrânia e o panorama que o pós-guerra pode trazer.

A grande questão é sobre o encerramento dessa alta. Isso pode ser tanto um alívio e anúncio de tempos melhores, ou grandes consequências para o poder de compra para o brasileiro.

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