Banco Central dá continuidade ao Open Banking

Segunda fase da implementação continua essa semana, entenda o que é isso
Roberto Campos Neto falando no Banco Central do Brasil

Em maio à pandemia, a gente sabe que tudo ficou mais digital. Com o nosso Banco Central não foi diferente: novas tecnologias e transformações digitais têm sido alvo dos investimentos feitos na área. Um deles é o Open Banking

Adm Explica

Open Banking é basicamente, pela tradução inclusive, um sistema financeiro aberto. Ele tem como objetivo aumentar a eficiência do Sistema Financeiro Nacional e acirrar a competição entre os órgãos (aumentando, provavelmente, a qualidade dos serviços oferecidos a nós consumidores).

Isso também pode abrir espaço para a atuação de novas empresas no segmento.

Resumidamente, será possível que o cliente possa acessar em um único aplicativo, por exemplo, todas as suas contas bancárias e investimentos e realizar transações ou pagamentos sem precisar necessariamente acessar o aplicativo do banco.

Após a implementação do Pix, o Banco Central vem se preparando para que a segunda fase desse projeto de sistema financeiro aberto seja implementada.

ℹ️ Vale ressaltar que de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados, o Open Banking parte da afirmativa de que os dados bancários pertencem aos clientes e não aos bancos.

Segundo informações, na quinta-feira desta semana (15) ocorrerá o início do compartilhamento de dados dos clientes entre as instituições financeiras que cuidam de suas posses – sejam bancos digitais ou “tradicionais”, caso seja solicitado pelos clientes.

Na primeira fase do projeto, que ocorreu em fevereiro deste ano, houve o compartilhamento de informações dos bancos para o público. Ou seja, as instituições dariam informações em seus sites sobre dados como preços de produtos, serviços, cartões e operações.

Agora na segunda, a ideia é que os bancos compartilhem as informações dos usuários – com seu consentimento – para poderem entregar serviços personalizados para os diferentes perfis de consumidores.

As fases 3 e 4 estão previstas para até o final deste ano, sendo a respeito do compartilhamento de serviços de pagamento. Assim, as operações como pagamentos poderão ser feitas fora dos canais das instituições financeiras propriamente. 

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